Cantares 6:3a Eu sou do meu amado, e o meu amado é meu...
Cantares 7:10 Eu sou do meu amado, e ele tem saudades de mim.
Li algo muito interessante no livro de Gary Chapman, “A família que você sempre quis”. Gary compartilha sobre intimidade e mostra o quanto ela é necessária para que alcancemos um relacionamento profundo.
Mais do que nunca, necessitamos de intimidade nos relacionamentos. Nesse contexto virtual, onde as emoções só são expressas nas redes sociais, que de sociais não tem nada, pois todas elas acontecem entre nós e os nossos eletrônicos (computadores, smartphones, etc.).
Se é para ter momentos de alegria e colocar pra fora as emoções vejo surgir, no contexto onde estou inserido, os chamados grupos pequenos. E aqui faço uma crítica aos grupos pequenos no meu contexto. A “koinonite” tem tomado conta desses grupos. Estão se tornando tão amigos, que estão esquecendo de abrir espaço para outras pessoas. E, pasmem, eles acham que está tudo bem.
É nesse contexto que vejo muitas famílias sendo envolvidas. A intimidade tem desaparecido, pois expressam tudo nas redes sociais e somente lá, bem como se “apaixonaram” por viver somente em grupos.
E a vida a dois? E a conversa contínua e rotineira olho no olho? Tenho certeza que muitos desses que são tão animados e felizes nas redes e nos grupos não são os mesmos em casa.
Gary Chapman fala sobre cinco aspectos da intimidade que precisam estar presentes nos nossos relacionamentos.
1. Intimidade Intelectual – quando revelamos os nossos pensamentos
O nosso mundo acontece nos nossos pensamentos. Os nossos desejos são todos vivenciados nos nossos pensamentos. Estamos sempre repletos de pensamentos.
O grande problema é que estamos nos acostumando a viver dentro da própria mente. Como consequência disso, paramos de dividir com o nosso cônjuge o que estamos pensando ou desejando.
Gary diz que “para obter intimidade, devemos optar por revelar alguns desses pensamentos um ao outro. Não é compartilhar todos os pensamentos, pois seria absurdo. Viver com a opção de não revelar nenhum pensamento é a garantia de morte da intimidade.”
Ele não fala de discutir assuntos intelectuais, mas compartilhar um pouco do que passou na nossa mente durante o dia.
Seja sincero ao responder “no seu pensamento” essa pergunta: Você tem dividido os seus pensamentos com o seu cônjuge?
2. Intimidade Emocional – quando discutimos nossos sentimentos
Do jeito que temos sido tão corajosos nas redes sociais e em um “grupão de amigos”, como seria bom que tivéssemos liberdade de expor as nossas emoções positivas e negativas com o nosso cônjuge.
Compartilhar o que está sentindo, seja bom ou ruim, faz parte da construção de um relacionamento íntimo e profundo. Deixar que o seu cônjuge penetre no mundo das suas emoções pode fazer uma enorme diferença na sua família.
Gary diz: “Quando contamos ao cônjuge as emoções que sentimos, o incluímos numa parte poderosa da nossa vida”.
3. Intimidade Social – quando passamos tempo juntos e conversamos sobre o tempo que passamos separados
Fazer coisas juntos. Preciso dizer a você que isso é fantástico. Tenho experimentado isso na minha vida. Amo grupos, tenho muitos amigos, mas sou apaixonado por momentos a sós com minha esposa e meus filhos e noras. Temos curtido muito fazer coisas juntos. Isso tem gerado em nós uma cumplicidade social maravilhosa.
E falar do que experimentamos quando estamos separados? Tem sido um hábito nas nossas vidas.
Gary sugere algo interessante: “Quando relatamos esses acontecimentos, passamos a sentir que fazemos parte da experiência do outro. Estabelecer a prática do ‘momento diário de compartilhamento’, no qual cada um conta ao outro pelo menos ‘três coisas que aconteceram na minha vida hoje e como me senti em relação a elas’".
Mesmo sem ter essa proposta antes, já costumo vivenciar momentos assim com Bel e os meninos.
4. Intimidade espiritual – quando abrimos nossa alma um ao outro
Esse aspecto talvez seja um dos mais negligenciados pelos casais. Parece que a individualidade tem tomado conta da nossa espiritualidade. Espiritualidade é feita de momentos a sós com Deus, mas também é feita de momentos de comunhão com o próximo.
Foi lendo esse material que aprendi que a intimidade espiritual é estimulada não apenas pela comunicação verbal, mas também pela experiência compartilhada – exemplo: frequentar juntos as celebrações; dar as mãos durante as orações; anotar as mensagens; orar juntos.
Gary comenta: “Duas pessoas unidas em oração honesta descobrirão um profundo senso de unidade espiritual”.
Ele complementa o seu comentário com uma sugestão tremenda: “Se você acha desconfortável orar verbalmente, faça orações silenciosas. Nenhuma palavra é dita em voz alta, mas o coração de um se aproxima do coração do outro”.
Aprenda a abrir a sua alma diante do seu cônjuge. Você não imagina o quanto isso trará intimidade a vocês.
5. Intimidade física – quando compartilhamos nosso corpo
Acho que não preciso me deter muito nesse aspecto da intimidade. Entendo que descobrindo as diferenças presentes nos homens e nas mulheres podemos construir uma intimidade física satisfatória e complementadora dos demais aspectos da intimidade.
O que tiro como conclusão de tudo isso é que precisamos redescobrir a intimidade. Precisamos ficar atentos, pois os vilões da superficialidade estão tomando conta de nós. Somos virtuais demais, gostamos muito do coletivo e estamos perdendo de vista a busca pela intimidade conjugal.
Que Deus nos desperte!
Tenha uma ótima semana.
Ricardo Carvalho
domingo, 16 de junho de 2013
segunda-feira, 27 de maio de 2013
SUA MUDANÇA É A MUDANÇA DA SUA FAMÍLIA
SIMÃO O CIRINEU
Mc 15:21 – “E obrigaram a Simão cirineu, que passava, vindo do campo, pai de Alexandre e de Rufo, a carregar-lhe a cruz”.
Mt 27:32 – “Ao saírem, encontraram um cirineu, chamado Simão, quem obrigaram a carregar-lhe a cruz”.
Lc 23:26 – “E, como o conduzissem, constrangendo um cirineu, chamado Simão, que vinha do campo, puseram-lhe a cruz sobre os ombros, para que a levasse após Jesus"

Mais do que nunca, precisamos de referenciais. As pessoas estão precisando de referenciais e eles estão sumindo. Entre os nossos familiares também buscamos referenciais, como todos os demais. Eu tenho aprendido que preciso influenciar onde o meu círculo de influência alcança. a minha familia se encontra dentro desse círculo de influência.
Li uma frase de um amigo que me impressionou: “Não esqueça meu querido(a) talvez você seja a única bíblia que muitos conseguem ler”. Sabe o que isso significa? A minha forma de viver pode arruinar ou edificar uma vida. E aí preciso colocar em evidência a minha família.
A Bíblia relata uma pequena história de um homem chamado Simão, que carregou a cruz de Jesus. Provavelmente, Simão estava vindo celebrar a Páscoa em Jerusalém e, no momento da crucificação, ele vinha do campo. A verdade é que algo aconteceu com Simão, o Cirineu, naquele dia. Ele foi obrigado a carregar a cruz e isso mexeu na sua história por completo.
Essa experiência de Simão trouxe ensinamentos muito fortes a igreja no decorrer dos séculos. A importância foi tão grande que os três primeiros evangelhos citam o acontecimento.
Quando penso no acontecimento (forçado a carregar a cruz de Jesus), tenho que pensar em lições preciosas para a minha vida. Não existe mudança de vida sem cruz. Não posso ser um referencial de Jesus na minha família se eu não carrego a cruz. Mesmo que tudo comece de forma estranha e “forçada”, eu preciso entender e viver a experiência da cruz.
Diante disso, quero pensar em algumas verdades claras a partir dos textos lidos:
1. Não posso ser um mero espectador

Simão não queria experimentar a cruz; ele não escolheu, nem tampouco desejou aquele momento, mas não teve como continuar como um mero espectador, ao largo. Foi forçado a sair do meio da multidão, do meio dos espectadores, e tomar a cruz.
Há quanto tempo você faz parte de uma multidão que contempla a via dolorosa, a história da cruz de Cristo, mas não se envolve? Há quanto tempo você reluta em experimentar a cruz? Quando sua família olha para você hoje, consegue enxergar as marcas da cruz?
Não há salvação sem cruz, não existe cristianismo sem cruz – Jesus foi até o final e nós precisamos tomar a cruz após Cristo.
2. Tenho que Desligar o piloto automático na minha vida

O nosso dia-a-dia tem nos consumido. Entramos numa rotina (e poderia chamar de roda viva), onde o tempo vai passando e as coisas vão acontecendo automaticamente. O piloto automático está ligado. As coisas estão acontecendo ao nosso redor e não estamos percebendo porque a nossa vida está no automático.
Simão estava vindo do campo, ou de um dia normal de trabalho ou chegando de viagem a Jerusalém – não sabemos informar isso. Ele sabia que era a Páscoa naqueles dias, mas talvez não soubesse o que estava acontecendo naquele momento em Jerusalém.
Estamos tão envolvidos no nosso dia a dia, tão apegados as nossas atividades corriqueiras, que não atentamos para as ações de Deus ao nosso redor.
Cremos na Bíblia e a defendemos com unhas e dentes, não negamos um só versículo da mesma, mas pouco experimentamos daquilo que ela fala. Somos tão ligados à nossa caminhada, tão entranhados em nossos planos, que não visualizamos os nossos maiores objetivos na terra, que são: glorificar a Deus e levar vidas a Cristo.
Até quando você vai continuar “vindo do campo”? Até quando a sua rotina diária será alicerçada em planos terrenos sem nenhuma expectativa eterna? Até quando o piloto automático continuará ligado na sua vida?
3. Preciso Experimentar levantamento peso
Já praticou halterofilismo? Já brincou de levantar peso? Que tal sentir o peso da cruz de Cristo?

Vamos pensar um pouco na experiência de Simão. Aos olhos dos espectadores, um homem forçado a ajudar alguém que iria morrer e não estava agüentando com o peso da cruz devido aos flagelos sofridos antes da caminhada. Para nós, que conhecemos o evangelho de Cristo o significado foi grandioso.
Tomar a cruz é negar-se plenamente a si mesmo; é renuncia total – Lc 14:33 Assim nenhum de vocês pode ser meu discípulo se não deixar tudo o que tem.
Mais ainda: tomar a cruz significa mudança de vida e atitudes. A Cruz nos ensina a amar e perdoar sem restrições – “Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem” – Lc 23:34 – PERDÃO; A Cruz nos ensina a caminhar com esperança apesar das circunstâncias – “Hoje mesmo estarás comigo no Paraíso” – Lc 23:43 – ESPERANÇA; A Cruz nos ensina o verdadeiro valor da família – “Mulher eis aí teu filho” – Jo 19:26 – PRIORIZA A FAMÍLIA; A Cruz nos mostra que a vida sem Deus é nada e por isso precisamos falar de Jesus para aqueles que estão distantes de Deus – “Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?” – Mt 27:46 – PAIXÃO PELOS PERDIDOS; A Cruz nos ensina a entender o sofrimento humano – “Tenho sede!” – Jo 19:28 – PERCEPÇÃO CLARA DO SOFRIMENTO HUMANO; A Cruz nos leva a caminhar pela fé sabendo que a vitoria final é certa – “Está consumado!” – Jo 19:30 – VITÓRIA PLENA; A Cruz nos leva a entregar a nossa vida nas mãos de Deus – “Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito” – Lc 23:46 – ENTREGA TOTAL A DEUS.
4. Tenho que mostrar a cara
As pessoas precisam saber que você é um cristão. Sua família precisa ver em você um cristão.

Simão teve que assumir uma sua nova identidade agora. Ele jamais seria esquecido. Todos viram que ele carregou a cruz. O homem do campo passa a ser aquele que andou com Jesus carregando a sua cruz. Todos sabiam que Simão havia experimentado a cruz. Havia testemunho acerca daquele assunto.
Qual o testemunho que você tem dado aos de fora e aos de dentro? A cruz de Cristo é vista na sua vida? Por vezes nos identificamos como cristãos, mas nem sempre mostramos as marcas da Cruz em nossas vidas.
5. Preciso aprender a andar de forma elegante
Eu sei que o que vem à nossa mente é a forma esbelta e bonita dos desfiles de moda. No caso de Simão, a forma elegante era encurvada. Ele estava indo após Jesus, mas carregando a cruz.

Não é a postura corporal que conta no andar elegante do reino, mas a trilha que se segue. “Após Jesus” – é sempre após Jesus. Mateus 16:24 Então, disse Jesus a seus discípulos: Se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue, tome a sua cruz e siga-me.
Pedro reforça a ideia: 1 Pe 2:21-23 pois foi para isso que ele os chamou. O próprio Cristo sofreu por vocês e deixou o exemplo, para que sigam os seus passos. Ele não cometeu nenhum pecado, e nunca disse uma só mentira. Quando foi insultado, não respondeu com insultos. Quando sofreu, não ameaçou, mas pôs a sua esperança em Deus, o justo Juiz.
Isso significa que a partir daqueles momentos a vontade de Deus começa a ser estabelecida na vida de Simão. Afirmo isso sem medo de errar. Simão começa a entender a expressão co-participante não só no aspecto de carregar a cruz, mas das implicações que a cruz traz tanto em termos de privilégios, como de responsabilidades.
Andar após Jesus é seguir os seus passos e usufruir de todas as suas promessas. Mas também é andar como Jesus andou, é falar como Jesus falou, é olhar como Jesus olhou, é viver como Jesus viveu. Esse foi o início da caminhada de um verdadeiro seguidor de Cristo.
Os resultados claros e visíveis:
1. A minha vida será completamente transformada
Com muita convicção faço essa afirmação porque o próprio Jesus deixa bem claro que uma atitude como a de Simão era mudança radical de comportamento e vida. Mesmo que nada mais tivesse acontecido na vida de Simão, ele jamais esqueceria aquela experiência. Mas algo aconteceu. A Bíblia mostra a sua família na igreja.
Ninguém que experimenta a cruz fica do mesmo jeito. Se a sua vida antiga é bem parecida com a sua vida “cristã”, então acorde porque talvez esteja faltando a cruz.
2. Minha família nunca mais será a mesma
Essa é outra afirmação segura. Sempre é citado na Bíblia o grande crescimento das igrejas naquele período, depois da descida do Espírito Santo. Em poucos momentos nomes de crentes são declarados. Mas a família de Simão é destacada na Bíblia – Os filhos Alexandre e Rufo são citados no Evangelho de marcos. Em Rm 16:13, Rufo é chamado por Paulo de eleito do Senhor e a esposa de Simão é vista pelo apóstolo como uma verdadeira mãe. Aquela família estava congregada na Igreja de Roma, engajada, abençoada, participando ativamente.
Quando um homem resolve carregar a cruz o seu testemunho causa impacto até naqueles que o conhecem intimamente.
Eu tenho dito: ser cristão na Igreja é muito fácil, difícil é ser cristão quando estamos sozinhos ou quando estamos em casa. O certo é que uma experiência forte e transformadora com Jesus pode impactar tremendamente quem convive comigo.
Tem muita gente desejando a mudança dos filhos e do cônjuge, mas os seus parentes nunca o viram carregando a cruz de Cristo. Tem muita gente que chora por perceber que os filhos estão arrebentados, mas não chora por saber que vive uma vida fora da vontade de Deus.
Que você reflita nesse texto e experimente mudança na sua vida. A sua mudança, será a mudança da sua família.
Uma semana abençoada pra você.
Ricardo
Mc 15:21 – “E obrigaram a Simão cirineu, que passava, vindo do campo, pai de Alexandre e de Rufo, a carregar-lhe a cruz”.
Mt 27:32 – “Ao saírem, encontraram um cirineu, chamado Simão, quem obrigaram a carregar-lhe a cruz”.
Lc 23:26 – “E, como o conduzissem, constrangendo um cirineu, chamado Simão, que vinha do campo, puseram-lhe a cruz sobre os ombros, para que a levasse após Jesus"

Mais do que nunca, precisamos de referenciais. As pessoas estão precisando de referenciais e eles estão sumindo. Entre os nossos familiares também buscamos referenciais, como todos os demais. Eu tenho aprendido que preciso influenciar onde o meu círculo de influência alcança. a minha familia se encontra dentro desse círculo de influência.
Li uma frase de um amigo que me impressionou: “Não esqueça meu querido(a) talvez você seja a única bíblia que muitos conseguem ler”. Sabe o que isso significa? A minha forma de viver pode arruinar ou edificar uma vida. E aí preciso colocar em evidência a minha família.
A Bíblia relata uma pequena história de um homem chamado Simão, que carregou a cruz de Jesus. Provavelmente, Simão estava vindo celebrar a Páscoa em Jerusalém e, no momento da crucificação, ele vinha do campo. A verdade é que algo aconteceu com Simão, o Cirineu, naquele dia. Ele foi obrigado a carregar a cruz e isso mexeu na sua história por completo.
Essa experiência de Simão trouxe ensinamentos muito fortes a igreja no decorrer dos séculos. A importância foi tão grande que os três primeiros evangelhos citam o acontecimento.
Quando penso no acontecimento (forçado a carregar a cruz de Jesus), tenho que pensar em lições preciosas para a minha vida. Não existe mudança de vida sem cruz. Não posso ser um referencial de Jesus na minha família se eu não carrego a cruz. Mesmo que tudo comece de forma estranha e “forçada”, eu preciso entender e viver a experiência da cruz.
Diante disso, quero pensar em algumas verdades claras a partir dos textos lidos:
1. Não posso ser um mero espectador

Simão não queria experimentar a cruz; ele não escolheu, nem tampouco desejou aquele momento, mas não teve como continuar como um mero espectador, ao largo. Foi forçado a sair do meio da multidão, do meio dos espectadores, e tomar a cruz.
Há quanto tempo você faz parte de uma multidão que contempla a via dolorosa, a história da cruz de Cristo, mas não se envolve? Há quanto tempo você reluta em experimentar a cruz? Quando sua família olha para você hoje, consegue enxergar as marcas da cruz?
Não há salvação sem cruz, não existe cristianismo sem cruz – Jesus foi até o final e nós precisamos tomar a cruz após Cristo.
2. Tenho que Desligar o piloto automático na minha vida

O nosso dia-a-dia tem nos consumido. Entramos numa rotina (e poderia chamar de roda viva), onde o tempo vai passando e as coisas vão acontecendo automaticamente. O piloto automático está ligado. As coisas estão acontecendo ao nosso redor e não estamos percebendo porque a nossa vida está no automático.
Simão estava vindo do campo, ou de um dia normal de trabalho ou chegando de viagem a Jerusalém – não sabemos informar isso. Ele sabia que era a Páscoa naqueles dias, mas talvez não soubesse o que estava acontecendo naquele momento em Jerusalém.
Estamos tão envolvidos no nosso dia a dia, tão apegados as nossas atividades corriqueiras, que não atentamos para as ações de Deus ao nosso redor.
Cremos na Bíblia e a defendemos com unhas e dentes, não negamos um só versículo da mesma, mas pouco experimentamos daquilo que ela fala. Somos tão ligados à nossa caminhada, tão entranhados em nossos planos, que não visualizamos os nossos maiores objetivos na terra, que são: glorificar a Deus e levar vidas a Cristo.
Até quando você vai continuar “vindo do campo”? Até quando a sua rotina diária será alicerçada em planos terrenos sem nenhuma expectativa eterna? Até quando o piloto automático continuará ligado na sua vida?
3. Preciso Experimentar levantamento peso
Já praticou halterofilismo? Já brincou de levantar peso? Que tal sentir o peso da cruz de Cristo?

Vamos pensar um pouco na experiência de Simão. Aos olhos dos espectadores, um homem forçado a ajudar alguém que iria morrer e não estava agüentando com o peso da cruz devido aos flagelos sofridos antes da caminhada. Para nós, que conhecemos o evangelho de Cristo o significado foi grandioso.
Tomar a cruz é negar-se plenamente a si mesmo; é renuncia total – Lc 14:33 Assim nenhum de vocês pode ser meu discípulo se não deixar tudo o que tem.
Mais ainda: tomar a cruz significa mudança de vida e atitudes. A Cruz nos ensina a amar e perdoar sem restrições – “Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem” – Lc 23:34 – PERDÃO; A Cruz nos ensina a caminhar com esperança apesar das circunstâncias – “Hoje mesmo estarás comigo no Paraíso” – Lc 23:43 – ESPERANÇA; A Cruz nos ensina o verdadeiro valor da família – “Mulher eis aí teu filho” – Jo 19:26 – PRIORIZA A FAMÍLIA; A Cruz nos mostra que a vida sem Deus é nada e por isso precisamos falar de Jesus para aqueles que estão distantes de Deus – “Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?” – Mt 27:46 – PAIXÃO PELOS PERDIDOS; A Cruz nos ensina a entender o sofrimento humano – “Tenho sede!” – Jo 19:28 – PERCEPÇÃO CLARA DO SOFRIMENTO HUMANO; A Cruz nos leva a caminhar pela fé sabendo que a vitoria final é certa – “Está consumado!” – Jo 19:30 – VITÓRIA PLENA; A Cruz nos leva a entregar a nossa vida nas mãos de Deus – “Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito” – Lc 23:46 – ENTREGA TOTAL A DEUS.
4. Tenho que mostrar a cara
As pessoas precisam saber que você é um cristão. Sua família precisa ver em você um cristão.

Simão teve que assumir uma sua nova identidade agora. Ele jamais seria esquecido. Todos viram que ele carregou a cruz. O homem do campo passa a ser aquele que andou com Jesus carregando a sua cruz. Todos sabiam que Simão havia experimentado a cruz. Havia testemunho acerca daquele assunto.
Qual o testemunho que você tem dado aos de fora e aos de dentro? A cruz de Cristo é vista na sua vida? Por vezes nos identificamos como cristãos, mas nem sempre mostramos as marcas da Cruz em nossas vidas.
5. Preciso aprender a andar de forma elegante
Eu sei que o que vem à nossa mente é a forma esbelta e bonita dos desfiles de moda. No caso de Simão, a forma elegante era encurvada. Ele estava indo após Jesus, mas carregando a cruz.

Não é a postura corporal que conta no andar elegante do reino, mas a trilha que se segue. “Após Jesus” – é sempre após Jesus. Mateus 16:24 Então, disse Jesus a seus discípulos: Se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue, tome a sua cruz e siga-me.
Pedro reforça a ideia: 1 Pe 2:21-23 pois foi para isso que ele os chamou. O próprio Cristo sofreu por vocês e deixou o exemplo, para que sigam os seus passos. Ele não cometeu nenhum pecado, e nunca disse uma só mentira. Quando foi insultado, não respondeu com insultos. Quando sofreu, não ameaçou, mas pôs a sua esperança em Deus, o justo Juiz.
Isso significa que a partir daqueles momentos a vontade de Deus começa a ser estabelecida na vida de Simão. Afirmo isso sem medo de errar. Simão começa a entender a expressão co-participante não só no aspecto de carregar a cruz, mas das implicações que a cruz traz tanto em termos de privilégios, como de responsabilidades.
Andar após Jesus é seguir os seus passos e usufruir de todas as suas promessas. Mas também é andar como Jesus andou, é falar como Jesus falou, é olhar como Jesus olhou, é viver como Jesus viveu. Esse foi o início da caminhada de um verdadeiro seguidor de Cristo.
Os resultados claros e visíveis:
1. A minha vida será completamente transformada
Com muita convicção faço essa afirmação porque o próprio Jesus deixa bem claro que uma atitude como a de Simão era mudança radical de comportamento e vida. Mesmo que nada mais tivesse acontecido na vida de Simão, ele jamais esqueceria aquela experiência. Mas algo aconteceu. A Bíblia mostra a sua família na igreja.
Ninguém que experimenta a cruz fica do mesmo jeito. Se a sua vida antiga é bem parecida com a sua vida “cristã”, então acorde porque talvez esteja faltando a cruz.
2. Minha família nunca mais será a mesma
Essa é outra afirmação segura. Sempre é citado na Bíblia o grande crescimento das igrejas naquele período, depois da descida do Espírito Santo. Em poucos momentos nomes de crentes são declarados. Mas a família de Simão é destacada na Bíblia – Os filhos Alexandre e Rufo são citados no Evangelho de marcos. Em Rm 16:13, Rufo é chamado por Paulo de eleito do Senhor e a esposa de Simão é vista pelo apóstolo como uma verdadeira mãe. Aquela família estava congregada na Igreja de Roma, engajada, abençoada, participando ativamente.
Quando um homem resolve carregar a cruz o seu testemunho causa impacto até naqueles que o conhecem intimamente.
Eu tenho dito: ser cristão na Igreja é muito fácil, difícil é ser cristão quando estamos sozinhos ou quando estamos em casa. O certo é que uma experiência forte e transformadora com Jesus pode impactar tremendamente quem convive comigo.
Tem muita gente desejando a mudança dos filhos e do cônjuge, mas os seus parentes nunca o viram carregando a cruz de Cristo. Tem muita gente que chora por perceber que os filhos estão arrebentados, mas não chora por saber que vive uma vida fora da vontade de Deus.
Que você reflita nesse texto e experimente mudança na sua vida. A sua mudança, será a mudança da sua família.
Uma semana abençoada pra você.
Ricardo
domingo, 5 de maio de 2013
FAMÍLIAS DA BÍBLIA – A FAMÍLIA DE ISAQUE E REBECA – Gn 27
Quem conhece a história de Isaque, Rebeca e seus filhos sabe exatamente o que vou compartilhar aqui. Quando já era velho e cego, Isaque chamou Esaú para abençoá-lo. Antes pediu que ele fizesse uma comida de uma caça do jeito que ele gostava. Rebeca ouvindo aquilo, monta um esquema e coloca Jacó no lugar de Esaú. Jacó recebe a benção no lugar de Esaú, que quando retorna com o que o pai pediu, não encontra mais nada, nem uma benção sequer.
A Bíblia tem uma característica muito interessante. Ela não maquia as pessoas. Ela mostra a realidade de cada uma, visitada de forma maravilhosa pela graça de Deus. A Bíblia não é Facebook que só mostra o lado bom da história. A Bíblia é a Palavra de Deus que desnuda por completo o ser humano, desvendando os mais profundos sentimentos presentes em seu coração.
As famílias também são apresentadas de forma nua e crua nas Escrituras. Algo que me fascina, é perceber que Deus escolhe famílias desarrumadas, age no meio dessas famílias e torna essas famílias abençoadoras de todos os povos da terra.
É difícil encontrar na Bíblia, família tão complicada como a de Isaque – Gn 27:1- 28:9
Alguns detalhes daquela família:
(v.1-5) – O pai gostava mais de Esaú, porque era o mais velho e tinha hábitos que o agradavam. Esaú era caçador. A mãe gostava mais de Jacó, porque seu parto fora difícil e tinha hábitos que a agradavam. Gostava de ajudar na cozinha (Gn 25:24-28). Isso gerou ciúme entre os irmãos. O ciúme passou para gerações seguintes. José, filho de Jacó, por exemplo, foi maltratado porque era o queridinho dos pais (Gn 37:4)
(v.4) – Isaque estava idoso, já não enxergava direito e não podia mais trabalhar. Ele estava prestes a morrer, mas ainda era rico. Esaú estava de olho na herança. Jacó também. Sua mãe era sua aliada nesta causa. O fato é que Isaque fez uma troca com Esaú. Pediu bela porção de carne para poder abençoá-lo. As relações eram de troca. Não eram consequência de amor verdadeiro, pelo menos nesta situação. Esaú “bajulava” o pai, na esperança de ficar com a melhor parte. Jacó se apoiava na mãe.
(v.5-27) – Rebeca estava do lado de Jacó e como viu que a causa estava perdida, armou um esquema baseado na mentira. Jacó fez o mesmo antes e depois dessa ocasião.
(v.20) – Quando se viu apertado, Jacó usou o nome de Deus para justificar sua “habilidade” em encontrar alimento para o seu pai. Qual a dificuldade em fazer isso, se a sua mãe lhe ensinou a mentir direitinho?
(v.30-41) - Como resultado de todo o processo, baseado no esquecimento dos acordos, na mentira, na troca e no uso do nome de Deus, aumentou o ódio de Esaú por seu irmão depoisde ter sido enganado.
As nossas decisões familiares hoje são fruto dos ensinos que recebemos no passado. Certa vez li algo que guardo até hoje: “Precisamos perceber a importantíssima influência de nossas famílias de origem sobre os indivíduos que somos atualmente – as personalidades de nossos pais e mães, o modo como se relacionavam e a maneira como nossas famílias viviam. É simplesmente impossível passar duas décadas ou mais em contato íntimo com um grupo de pessoas sem que elas influenciem nossas personalidades. Em grande parte, somos quem somos hoje por causa das experiências que vivemos – ou sofremos – dentro do ambiente de nossas singulares células familiares. A dinâmica da família determina nossa autoestima e autoconfiança. Os valores familiares moldam o nosso caráter. As experiências vividas na família influenciam as noções de como o casamento deve se estruturar e como as crianças devem ser criadas, como devemos encarar o trabalho, o lazer, a educação, o dinheiro, a política e a religião. Todos olhamos para nossas famílias e resolvemos repetir o modelo, quando nossa experiência foi basicamente positiva, ou então criar uma situação oposta, quando nossa experiência foi essencialmente negativa. De qualquer modo, somos profundamente afetados pelo comportamento e pelas atitudes de nossas família”.
Guarde bem isso. Família é projeto de Deus, mas não nasce pronta. Tem que ser construída e isso exige esforço e determinação. Talvez você não esteja refletindo sobre o seu comportamento e o que isso poderá ocasionar aos seus filhos e netos, mas fique certo você sempre será uma influência para o bem ou para o mal. Tudo depende das suas atitudes.
Quero apenas trazer alguns pontos para pensarmos um pouco, tomando como base a família de Isaque e Rebeca:
1. As preferências numa família podem ser mais destruidoras que imaginamos.
Por preferir Esaú, Isaque rejeitou a palavra de Deus sobre a bênção para Jacó. Por preferir Jacó, Rebeca não respeitou o seu marido, enganando-o com comida e vestindo o seu filho para se tornar parecido com o irmão.
Sem querer ou querendo temos preferências em nossas casas. Entender a individualidade de cada um e aprender a amar e cuidar de cada pessoa de forma individual é um grande desafio nas famílias. Não são poucos os filhos que se sentem preteridos em casa. O sentimento de rejeição tem destruído mais do que imaginamos.
O sentimento de rejeição pode deixar profundas marcas na autoestima. Essas marcas podem ser bastante profundas e influenciar o comportamento pelo resto da vida, caso a pessoa não perceba e nem trate o sentimento. Preferências podem gerar sentimento de rejeição. No caso de Esaú e Jacó cada um sabia por quem era querido e por quem era rejeitado. A rejeição pode ocorrer de várias maneiras: abandono ou pouca dedicação de tempo, adoção, sensação de ser preterido e perceber ou achar que o irmão é mais querido, ser criticado demais, não ser elogiado e, quando comparado com outros, ser sempre de forma negativa.
O que isso pode trazer na vida dos filhos? Uma das reações é o surgimento de um sentimento de menos valia. A pessoa começa a achar que existe algo de errado com ela. Acha que a rejeição ocorreu por que há um "defeito" nela. Por isso foi descartada, desprezada, abandonada, rejeitada. Isso pode gerar outros sentimentos, como a culpa por exemplo. Por não corresponder as expectativas dos pais surge uma enorme necessidade de ter a aprovação dos pais. Há um constante esforço em tentar agradar a todo custo, mas sem nunca “conseguir” alcançar o objetivo desejado. Não é por acaso que vemos tantas pessoas dominadas pela raiva e pela mágoa.
Se estudarmos de forma detalhada a vida de Esaú e Jacó veremos profundas marcas nas suas personalidades. Nada daquilo surgiu por acaso! As preferencias podem ser mais avassaladoras que imaginamos.
2. A forma como você estabelece a cumplicidade na sua casa define o comportamento e o futuro dos seus filhos.
Vamos pincelar um pouco a postura de Isaque. A relação dele com Rebeca não era tão saudável. Fica claro que a cumplicidade entre eles envolvia mais os interesses de Isaque. Ele agiu da mesma forma que um dia agiu o seu pai Abraão. Estando em terra estranha, mentiu para todos dizendo que Rebeca era sua irmã e não sua mulher, como forma de preservar a vida. Cumplicidade na mentira era algo comum entre eles. Ele mentia e ela confirmava a mentira como se fosse verdade. Não foi difícil para Rebeca enganar o seu marido quando este já era velho e cego, preparando uma comida do jeito que ele gostava e colocando Jacó no lugar de Esaú. Na cumplicidade estabelecida entre eles, a mentira podia ser utilizada quando os interesses pessoais precisassem ser alcançados. Durante boa parte da sua vida Jacó viveu enganando as pessoas. A vida dele foi marcada pelo engano. Esaú se afastou completamente de Deus e dos seus caminhos.
Li algo muito interessante sobre cumplicidade: “Cumplicidade pode ter o significado de conivência ou de amizade. Quando é utilizado o sentido de conivência, há normalmente conotação negativa e se refere à qualidade de ser cúmplice de algum ato ilegal. Quando é utilizado como uma atitude positiva e desejável em uma relação, seja entre casais, amigos, familiares, etc., envolve parceria, confiança e apoio nas mais diversas decisões a serem tomadas. A cumplicidade no amor e em um relacionamento é uma característica importantíssima”.
A forma como você estabelece a cumplicidade na sua casa define o que você quer para a sua família mais adiante.
3. A sua maneira de construir relacionamentos ensina a sua família como estes devem ser edificados.
A forma como Isaque encarou o casamento repercutiu na escolha dos seus filhos e na maneira como eles administraram esse tema. Deixar a esposa vulnerável para preservar sua vida foi o que ele fez. Rebeca não foi leal a Isaque quando agiu de forma sorrateira. Isaque não agiu como o pai aceitando da esposa uma outra mulher para lhe dar o filho. Mas Jacó fez isso intensamente. Os casamentos de Esaú foram desastrosos. Uma fonte de desgosto e tristeza para os pais. O casamento ou casamentos de Jacó foram desgastantes, movidos por mentiras, trocas de favores, compras por noites de sexo, etc.
Não temos cuidado muito dessas questões hoje em dia. Não temos buscado na Bíblia padrões de relacionamentos que nos ensinem a viver família dentro do conceito que Deus estabelece na sua palavra. Hoje, tem se tornado verdade absoluta o que a sociedade define como relacionamento e não temos caminhado mais com o que a Bíblia define sobre relacionamentos. “O casamento não é apenas uma opção de estilo de vida. Ele é um empenho contínuo e honesto de caráter espiritual e um esquema de relações que emana da criativa magnificência de Deus”. Em toda Bíblia o casamento é usado como a mais sublime metáfora para o relacionamento entre o homem e Deus. Um bom casamento cristão é, na verdade, mais do que uma metáfora religiosa: ele é o primeiro, o mais glorioso, tangível e visível fruto do Reino de Deus. O casamento não foi simplesmente o primeiro evento no qual Jesus realizou um milagre. Depois da própria criação, foi o primeiro milagre do próprio Deus: “O Senhor Deus fez uma mulher e a levou até ele”. Gn 2:22.
De que forma você tem tratado desse tema na sua casa? De que forma você tem vivido isso na sua vida? Sofremos uma avalanche de discussões sobre casamentos “homoafetivos”, nos prendemos nessas discussões, e começamos a agir e viver de qualquer forma como se a graça de Deus, que me salvou e me resgatou, me desse o direito de infringir a sua Palavra.
Eu poderia avançar um pouco mais na ideia dos relacionamentos. A relação entre eles nem sempre era construída tendo como base a fidelidade. Parece que naquela familia os interesses pessoais estavam sempre acima de tudo. Como você vê casamento? Como são edificadas as suas amizades? Qual o modelo que você tem trazido para a sua casa? O que você faz hoje determina o que será feito amanhã pelas gerações futuras.
4. O jeito como você trata a Palavra e o Nome de Deus estabelecem o tipo de reverência e temor da sua casa
Você mostra como trata a Deus e a sua Palavra pela obediência. Jesus ensinou em João 14:21 Aquele que tem os meus mandamentos e os guarda, esse é o que me ama; e aquele que me ama será amado por meu Pai, e eu também o amarei e me manifestarei a ele.
Não adianta se dizer cristão, proclamar a todos que a graça alcançou você se as suas atitudes e comportamento são completamente diferentes daquilo que Deus ordena em sua Palavra. Queremos que a nossa família tema a Deus, mas andamos sem o menor temor ou pudor.
Andar com Jesus não é fácil. Ele disse em Mateus 7.13,14 Entrai pela porta estreita (larga é a porta, e espaçoso, o caminho que conduz para a perdição, e são muitos os que entram por ela), porque estreita é a porta, e apertado, o caminho que conduz para a vida, e são poucos os que acertam com ela. Não é só o final que é complicado (estreito). O caminho que conduz para a vida não é espaçoso.
Não é o fato de ter a Bíblia em casa e ler de forma regular que define que estou honrando a Deus. É na obediência e no cumprimento daquilo que leio que demonstro como vejo Deus e sua Palavra.
Isaque rejeitou a orientação de Deus quando disse que a bênção deveria ser dada a Jacó. Esaú menosprezou o direito da primogenitura trocando-o por um prato de lentilhas com o seu irmão. Ele teve ódio de Jacó, mas ele mesmo rejeitou a benção de Deus sobre a sua vida. Jacó não teve também o menor constrangimento em dizer que Deus tinha mandado a caça pra ele de uma forma miraculosa.
Brincar de Deus e com sua Palavra pode se tornar mais comum que imaginamos. Veja como você lida com Deus e com sua Palavra.
5. Como você lida com a verdade define que tipo de caráter você quer na sua família.
Rebeca mentia, Jacó mentia. O próprio nome dele significava enganador, suplantador. A gente não mede a força destruidora de uma mentira. Acho que alguns textos explicam tudo:
Efésios 6:14 Estai, pois, firmes, cingindo-vos com a verdade e vestindo-vos da couraça da justiça.
João 8.44 Vós sois do diabo, que é vosso pai, e quereis satisfazer-lhe os desejos. Ele foi homicida desde o princípio e jamais se firmou na verdade, porque nele não há verdade. Quando ele profere mentira, fala do que lhe é próprio, porque é mentiroso e pai da mentira.
Apocalipse 22.15 Fora ficam os cães, os feiticeiros, os impuros, os assassinos, os idólatras e todo aquele que ama e pratica a mentira.
Como você tem lodado com a verdade? qual o carater que esta sendo formado na sua casa?
6. Deus usou uma família complicada para abençoar povos e nações. Deus pode usar também a sua família.
As vezes olhamos a realidade da nossa família e isso nos assusta. Estamos bem longe do ideal de Deus. A família de Isaque não foi um grande modelo de família. Isso é o que me atrai nas Escrituras. Ela apresenta famílias normais, problemáticas, cheias de falhas. Mostra também o Deus todo-poderoso agindo e transformando essas famílias.
Foi a partir daquela família que todos os povos da terra foram abençoados. Deus tinha o objetivo de levantar um povo para que esse povo transmitisse a todos os povos da terra que existe um Deus soberano. Foi a partir dessa família que nasceu a nação de Israel. E através da nação de Israel, Deus enviou o nosso Salvador, Jesus Cristo o nosso Senhor.
Se não fosse o amor e a graça de Deus alcançando aquela família, não haveria em nós esperança eterna.
Tenho plena convicção de que o Deus do passado é o mesmo hoje e pode transformar a nossa família de tal forma que nos tornaremos bênçãos para os povos da terra.
Foi a partir de Jacó que a grande mudança aconteceu. Um dia ele lutou com Deus. Naquele encontro ele saiu mancando e com um novo nome. Chegou como Jacó, saiu como Israel. A partir daquele momento era um novo nome, uma nova forma de andar.
Que Deus nos conceda a oportunidade de ter um encontro transformador com ele e que a nossa casa possa ser o lugar onde Deus tem prazer de manifestar a sua glória.
Um ótima semana pra você
Ricardo Carvalho
A Bíblia tem uma característica muito interessante. Ela não maquia as pessoas. Ela mostra a realidade de cada uma, visitada de forma maravilhosa pela graça de Deus. A Bíblia não é Facebook que só mostra o lado bom da história. A Bíblia é a Palavra de Deus que desnuda por completo o ser humano, desvendando os mais profundos sentimentos presentes em seu coração.
As famílias também são apresentadas de forma nua e crua nas Escrituras. Algo que me fascina, é perceber que Deus escolhe famílias desarrumadas, age no meio dessas famílias e torna essas famílias abençoadoras de todos os povos da terra.
É difícil encontrar na Bíblia, família tão complicada como a de Isaque – Gn 27:1- 28:9
Alguns detalhes daquela família:
(v.1-5) – O pai gostava mais de Esaú, porque era o mais velho e tinha hábitos que o agradavam. Esaú era caçador. A mãe gostava mais de Jacó, porque seu parto fora difícil e tinha hábitos que a agradavam. Gostava de ajudar na cozinha (Gn 25:24-28). Isso gerou ciúme entre os irmãos. O ciúme passou para gerações seguintes. José, filho de Jacó, por exemplo, foi maltratado porque era o queridinho dos pais (Gn 37:4)
(v.4) – Isaque estava idoso, já não enxergava direito e não podia mais trabalhar. Ele estava prestes a morrer, mas ainda era rico. Esaú estava de olho na herança. Jacó também. Sua mãe era sua aliada nesta causa. O fato é que Isaque fez uma troca com Esaú. Pediu bela porção de carne para poder abençoá-lo. As relações eram de troca. Não eram consequência de amor verdadeiro, pelo menos nesta situação. Esaú “bajulava” o pai, na esperança de ficar com a melhor parte. Jacó se apoiava na mãe.
(v.5-27) – Rebeca estava do lado de Jacó e como viu que a causa estava perdida, armou um esquema baseado na mentira. Jacó fez o mesmo antes e depois dessa ocasião.
(v.20) – Quando se viu apertado, Jacó usou o nome de Deus para justificar sua “habilidade” em encontrar alimento para o seu pai. Qual a dificuldade em fazer isso, se a sua mãe lhe ensinou a mentir direitinho?
(v.30-41) - Como resultado de todo o processo, baseado no esquecimento dos acordos, na mentira, na troca e no uso do nome de Deus, aumentou o ódio de Esaú por seu irmão depoisde ter sido enganado.
As nossas decisões familiares hoje são fruto dos ensinos que recebemos no passado. Certa vez li algo que guardo até hoje: “Precisamos perceber a importantíssima influência de nossas famílias de origem sobre os indivíduos que somos atualmente – as personalidades de nossos pais e mães, o modo como se relacionavam e a maneira como nossas famílias viviam. É simplesmente impossível passar duas décadas ou mais em contato íntimo com um grupo de pessoas sem que elas influenciem nossas personalidades. Em grande parte, somos quem somos hoje por causa das experiências que vivemos – ou sofremos – dentro do ambiente de nossas singulares células familiares. A dinâmica da família determina nossa autoestima e autoconfiança. Os valores familiares moldam o nosso caráter. As experiências vividas na família influenciam as noções de como o casamento deve se estruturar e como as crianças devem ser criadas, como devemos encarar o trabalho, o lazer, a educação, o dinheiro, a política e a religião. Todos olhamos para nossas famílias e resolvemos repetir o modelo, quando nossa experiência foi basicamente positiva, ou então criar uma situação oposta, quando nossa experiência foi essencialmente negativa. De qualquer modo, somos profundamente afetados pelo comportamento e pelas atitudes de nossas família”.
Guarde bem isso. Família é projeto de Deus, mas não nasce pronta. Tem que ser construída e isso exige esforço e determinação. Talvez você não esteja refletindo sobre o seu comportamento e o que isso poderá ocasionar aos seus filhos e netos, mas fique certo você sempre será uma influência para o bem ou para o mal. Tudo depende das suas atitudes.
Quero apenas trazer alguns pontos para pensarmos um pouco, tomando como base a família de Isaque e Rebeca:
1. As preferências numa família podem ser mais destruidoras que imaginamos.
Por preferir Esaú, Isaque rejeitou a palavra de Deus sobre a bênção para Jacó. Por preferir Jacó, Rebeca não respeitou o seu marido, enganando-o com comida e vestindo o seu filho para se tornar parecido com o irmão.
Sem querer ou querendo temos preferências em nossas casas. Entender a individualidade de cada um e aprender a amar e cuidar de cada pessoa de forma individual é um grande desafio nas famílias. Não são poucos os filhos que se sentem preteridos em casa. O sentimento de rejeição tem destruído mais do que imaginamos.
O sentimento de rejeição pode deixar profundas marcas na autoestima. Essas marcas podem ser bastante profundas e influenciar o comportamento pelo resto da vida, caso a pessoa não perceba e nem trate o sentimento. Preferências podem gerar sentimento de rejeição. No caso de Esaú e Jacó cada um sabia por quem era querido e por quem era rejeitado. A rejeição pode ocorrer de várias maneiras: abandono ou pouca dedicação de tempo, adoção, sensação de ser preterido e perceber ou achar que o irmão é mais querido, ser criticado demais, não ser elogiado e, quando comparado com outros, ser sempre de forma negativa.
O que isso pode trazer na vida dos filhos? Uma das reações é o surgimento de um sentimento de menos valia. A pessoa começa a achar que existe algo de errado com ela. Acha que a rejeição ocorreu por que há um "defeito" nela. Por isso foi descartada, desprezada, abandonada, rejeitada. Isso pode gerar outros sentimentos, como a culpa por exemplo. Por não corresponder as expectativas dos pais surge uma enorme necessidade de ter a aprovação dos pais. Há um constante esforço em tentar agradar a todo custo, mas sem nunca “conseguir” alcançar o objetivo desejado. Não é por acaso que vemos tantas pessoas dominadas pela raiva e pela mágoa.
Se estudarmos de forma detalhada a vida de Esaú e Jacó veremos profundas marcas nas suas personalidades. Nada daquilo surgiu por acaso! As preferencias podem ser mais avassaladoras que imaginamos.
2. A forma como você estabelece a cumplicidade na sua casa define o comportamento e o futuro dos seus filhos.
Vamos pincelar um pouco a postura de Isaque. A relação dele com Rebeca não era tão saudável. Fica claro que a cumplicidade entre eles envolvia mais os interesses de Isaque. Ele agiu da mesma forma que um dia agiu o seu pai Abraão. Estando em terra estranha, mentiu para todos dizendo que Rebeca era sua irmã e não sua mulher, como forma de preservar a vida. Cumplicidade na mentira era algo comum entre eles. Ele mentia e ela confirmava a mentira como se fosse verdade. Não foi difícil para Rebeca enganar o seu marido quando este já era velho e cego, preparando uma comida do jeito que ele gostava e colocando Jacó no lugar de Esaú. Na cumplicidade estabelecida entre eles, a mentira podia ser utilizada quando os interesses pessoais precisassem ser alcançados. Durante boa parte da sua vida Jacó viveu enganando as pessoas. A vida dele foi marcada pelo engano. Esaú se afastou completamente de Deus e dos seus caminhos.
Li algo muito interessante sobre cumplicidade: “Cumplicidade pode ter o significado de conivência ou de amizade. Quando é utilizado o sentido de conivência, há normalmente conotação negativa e se refere à qualidade de ser cúmplice de algum ato ilegal. Quando é utilizado como uma atitude positiva e desejável em uma relação, seja entre casais, amigos, familiares, etc., envolve parceria, confiança e apoio nas mais diversas decisões a serem tomadas. A cumplicidade no amor e em um relacionamento é uma característica importantíssima”.
A forma como você estabelece a cumplicidade na sua casa define o que você quer para a sua família mais adiante.
3. A sua maneira de construir relacionamentos ensina a sua família como estes devem ser edificados.
A forma como Isaque encarou o casamento repercutiu na escolha dos seus filhos e na maneira como eles administraram esse tema. Deixar a esposa vulnerável para preservar sua vida foi o que ele fez. Rebeca não foi leal a Isaque quando agiu de forma sorrateira. Isaque não agiu como o pai aceitando da esposa uma outra mulher para lhe dar o filho. Mas Jacó fez isso intensamente. Os casamentos de Esaú foram desastrosos. Uma fonte de desgosto e tristeza para os pais. O casamento ou casamentos de Jacó foram desgastantes, movidos por mentiras, trocas de favores, compras por noites de sexo, etc.
Não temos cuidado muito dessas questões hoje em dia. Não temos buscado na Bíblia padrões de relacionamentos que nos ensinem a viver família dentro do conceito que Deus estabelece na sua palavra. Hoje, tem se tornado verdade absoluta o que a sociedade define como relacionamento e não temos caminhado mais com o que a Bíblia define sobre relacionamentos. “O casamento não é apenas uma opção de estilo de vida. Ele é um empenho contínuo e honesto de caráter espiritual e um esquema de relações que emana da criativa magnificência de Deus”. Em toda Bíblia o casamento é usado como a mais sublime metáfora para o relacionamento entre o homem e Deus. Um bom casamento cristão é, na verdade, mais do que uma metáfora religiosa: ele é o primeiro, o mais glorioso, tangível e visível fruto do Reino de Deus. O casamento não foi simplesmente o primeiro evento no qual Jesus realizou um milagre. Depois da própria criação, foi o primeiro milagre do próprio Deus: “O Senhor Deus fez uma mulher e a levou até ele”. Gn 2:22.
De que forma você tem tratado desse tema na sua casa? De que forma você tem vivido isso na sua vida? Sofremos uma avalanche de discussões sobre casamentos “homoafetivos”, nos prendemos nessas discussões, e começamos a agir e viver de qualquer forma como se a graça de Deus, que me salvou e me resgatou, me desse o direito de infringir a sua Palavra.
Eu poderia avançar um pouco mais na ideia dos relacionamentos. A relação entre eles nem sempre era construída tendo como base a fidelidade. Parece que naquela familia os interesses pessoais estavam sempre acima de tudo. Como você vê casamento? Como são edificadas as suas amizades? Qual o modelo que você tem trazido para a sua casa? O que você faz hoje determina o que será feito amanhã pelas gerações futuras.
4. O jeito como você trata a Palavra e o Nome de Deus estabelecem o tipo de reverência e temor da sua casa
Você mostra como trata a Deus e a sua Palavra pela obediência. Jesus ensinou em João 14:21 Aquele que tem os meus mandamentos e os guarda, esse é o que me ama; e aquele que me ama será amado por meu Pai, e eu também o amarei e me manifestarei a ele.
Não adianta se dizer cristão, proclamar a todos que a graça alcançou você se as suas atitudes e comportamento são completamente diferentes daquilo que Deus ordena em sua Palavra. Queremos que a nossa família tema a Deus, mas andamos sem o menor temor ou pudor.
Andar com Jesus não é fácil. Ele disse em Mateus 7.13,14 Entrai pela porta estreita (larga é a porta, e espaçoso, o caminho que conduz para a perdição, e são muitos os que entram por ela), porque estreita é a porta, e apertado, o caminho que conduz para a vida, e são poucos os que acertam com ela. Não é só o final que é complicado (estreito). O caminho que conduz para a vida não é espaçoso.
Não é o fato de ter a Bíblia em casa e ler de forma regular que define que estou honrando a Deus. É na obediência e no cumprimento daquilo que leio que demonstro como vejo Deus e sua Palavra.
Isaque rejeitou a orientação de Deus quando disse que a bênção deveria ser dada a Jacó. Esaú menosprezou o direito da primogenitura trocando-o por um prato de lentilhas com o seu irmão. Ele teve ódio de Jacó, mas ele mesmo rejeitou a benção de Deus sobre a sua vida. Jacó não teve também o menor constrangimento em dizer que Deus tinha mandado a caça pra ele de uma forma miraculosa.
Brincar de Deus e com sua Palavra pode se tornar mais comum que imaginamos. Veja como você lida com Deus e com sua Palavra.
5. Como você lida com a verdade define que tipo de caráter você quer na sua família.
Rebeca mentia, Jacó mentia. O próprio nome dele significava enganador, suplantador. A gente não mede a força destruidora de uma mentira. Acho que alguns textos explicam tudo:
Efésios 6:14 Estai, pois, firmes, cingindo-vos com a verdade e vestindo-vos da couraça da justiça.
João 8.44 Vós sois do diabo, que é vosso pai, e quereis satisfazer-lhe os desejos. Ele foi homicida desde o princípio e jamais se firmou na verdade, porque nele não há verdade. Quando ele profere mentira, fala do que lhe é próprio, porque é mentiroso e pai da mentira.
Apocalipse 22.15 Fora ficam os cães, os feiticeiros, os impuros, os assassinos, os idólatras e todo aquele que ama e pratica a mentira.
Como você tem lodado com a verdade? qual o carater que esta sendo formado na sua casa?
6. Deus usou uma família complicada para abençoar povos e nações. Deus pode usar também a sua família.
As vezes olhamos a realidade da nossa família e isso nos assusta. Estamos bem longe do ideal de Deus. A família de Isaque não foi um grande modelo de família. Isso é o que me atrai nas Escrituras. Ela apresenta famílias normais, problemáticas, cheias de falhas. Mostra também o Deus todo-poderoso agindo e transformando essas famílias.
Foi a partir daquela família que todos os povos da terra foram abençoados. Deus tinha o objetivo de levantar um povo para que esse povo transmitisse a todos os povos da terra que existe um Deus soberano. Foi a partir dessa família que nasceu a nação de Israel. E através da nação de Israel, Deus enviou o nosso Salvador, Jesus Cristo o nosso Senhor.
Se não fosse o amor e a graça de Deus alcançando aquela família, não haveria em nós esperança eterna.
Tenho plena convicção de que o Deus do passado é o mesmo hoje e pode transformar a nossa família de tal forma que nos tornaremos bênçãos para os povos da terra.
Foi a partir de Jacó que a grande mudança aconteceu. Um dia ele lutou com Deus. Naquele encontro ele saiu mancando e com um novo nome. Chegou como Jacó, saiu como Israel. A partir daquele momento era um novo nome, uma nova forma de andar.
Que Deus nos conceda a oportunidade de ter um encontro transformador com ele e que a nossa casa possa ser o lugar onde Deus tem prazer de manifestar a sua glória.
Um ótima semana pra você
Ricardo Carvalho
segunda-feira, 29 de abril de 2013
JESUS, NOME QUE ESTÁ ACIMA DE TODO NOME
João 14:8-15
O momento de Jesus com os discípulos no texto que lemos era de profunda intimidade. Jesus estava confortando eles enquanto anunciava a sua partida. No meio da conversa, Filipe, um dos discípulos pediu a Jesus que mostrasse a eles o Pai e isso era o suficiente.
Jesus soltou uma frase que repercute até hoje em nosso meio – Há tanto tempo estou convosco, e não me tens conhecido? Parece que ele estava falando comigo e com você naquele momento. Andamos há tanto tempo com Jesus e não o conhecemos. Somos discípulos e não usufruímos do seu poder. Oramos em seu nome e, por vezes, nem sabemos o que isso significa.
Se existem coisas que me intrigam na Bíblia, uma delas é o que Jesus disse mais adiante, continuando a conversa com os discípulos: “E tudo quanto pedirdes EM MEU NOME, isso farei, a fim de que o Pai seja glorificado no Filho”. Foram esses mesmos discípulos que diante de uma manifestação de poder acalmando o mar perguntaram uns aos outros, “quem é esse?” Parece que também nós não conseguimos saber e experimentar aquilo que Jesus deixou para nós. Parece que algo atrapalha o nosso crescimento e impede as nossas conquistas.
Você sabe o que significa o nome no pensamento judeu? Nome nos dias de Cristo incluía três coisas: A pessoa, tudo o que sabemos sobre a pessoa e a pessoa efetivamente presente.
Quem é Jesus – Paulo define muito bem em Colossenses 1:13-23 – Ele é o Senhor do universo, é eterno, está ativo e nada do que foi feito, sem ele se fez. Esse Jesus, todo-Poderoso, um dia se fez carne, habitou entre nós, manifestou a sua glória, morreu na cruz, derramando o seu sangue para que eu e você fôssemos salvos. No terceiro dia, ressuscitou dentre os mortos. Subiu aos céus, está vivo e um dia voltará para buscar os que são seus.
Esse Jesus é o Senhor da igreja, trabalha e passeia no meio da igreja. Tem o controle e primazia sobre a igreja. Trabalha na minha vida e na sua vida de tal forma que um dia seremos apresentados a Deus, santos, inculpáveis e irrepreensíveis. Cabe a nós perseverar firmes nEle todos os dias da nossa vida.
Foi esse Jesus que disse aos seus discípulos: “aquele que crê em mim fará também as obras que eu faço e outras maiores farão, porque eu vou para junto do Pai”. Disse mais: “Se me pedirdes algumas coisa em meu nome, eu o farei”. Jesus nos deu o direito legal de nós usarmos o seu nome.
Ler declarações presentes nas Escrituras mexem comigo. Há de fato poder no nome de Jesus. Nome que perdoa, que cura, que salva.
Que nome maravilhoso e poderoso... mas o que fazer para usufruir deste nome? Eu não posso usar esse nome de qualquer maneira. Jesus trouxe essa palavra aos seus discípulos e ser discípulo de Jesus traz implicações sérias:
Romanos 10:9-10 Se, com a tua boca, confessares Jesus como Senhor e, em teu coração, creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, serás salvo. Porque com o coração se crê para justiça e com a boca se confessa a respeito da salvação.
O que aprendo com Paulo é que o meu compromisso com ele deve ser radical. Isso envolve a minha forma de pensar, envolve o meu comportamento, envolve a minha forma de olhar para as pessoas, significa que precisarei me posicionar, mesmo que isso possa trazer cadeias e prisões a mim e, por fim, se ele é Senhor da minha vida, meu campo de atuação é o mundo e o que puder fazer para que o nome de Jesus seja conhecido, eu farei.
Aprendo então, depois de meditar sobre esses textos, pelo menos 7 verdades:
Verdades que envolvem compromisso:
1. Eu não posso usufruir do Nome de Jesus se eu não estiver em Jesus – em unidade espiritual com ele, ligado a ele, tê-lo em mim – preciso ser discípulo de Jesus.
2. Enquanto não me conformo à natureza dele, não tenho como experimentar do poder que há nesse nome – preciso ser servo, refletir o seu caráter.
3. Não dá para usufruir do poder que há nesse nome se não utilizo para a sua causa – acima de tudo preciso descobrir a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.
Verdades que envolvem vitória na oração:
4. Quando uso o Nome de Jesus, trago ele como a minha referência e isso garante a minha aproximação com o Pai e a vitória contra o Reino das trevas.
5. Quando uso o Nome de Jesus, juntamente com o Nome, estou reivindicando a vitória de Cristo no calvário que foi suficiente para suprir todas as minhas necessidades.
6. Quando uso o Seu nome, reconheço a Sua posição como o ungido de Deus. Nele está o amém. Nele, quantas forem as promessas de Deus, encontrarei o sim.
7. Quando uso o Nome de Jesus, trago juntamente com esse nome toda a autoridade que há em Jesus.
Todas as vezes que você orar em nome de Jesus...
Lembre do que esse nome representa, alegre-se nesse nome, expresse esse nome com amor, creia nesse nome, faça pedido de oração sempre nesse nome, use toda a autoridade que há nesse nome, santifique a sua oração nesse nome, torne Jesus o seu sócio na oração, honre o nome dele, vença o diabo e, faça tudo, mas tudo mesmo, em NOME DE JESUS.
Colossenses 3:17
E tudo o que fizerdes, seja em palavra, seja em ação, fazei-o em nome do Senhor Jesus, dando por ele graças a Deus Pai.
Que Deus abençoe a sua vida, em Nome de Jesus
Ricardo Carvalho
O momento de Jesus com os discípulos no texto que lemos era de profunda intimidade. Jesus estava confortando eles enquanto anunciava a sua partida. No meio da conversa, Filipe, um dos discípulos pediu a Jesus que mostrasse a eles o Pai e isso era o suficiente.
Jesus soltou uma frase que repercute até hoje em nosso meio – Há tanto tempo estou convosco, e não me tens conhecido? Parece que ele estava falando comigo e com você naquele momento. Andamos há tanto tempo com Jesus e não o conhecemos. Somos discípulos e não usufruímos do seu poder. Oramos em seu nome e, por vezes, nem sabemos o que isso significa.
Se existem coisas que me intrigam na Bíblia, uma delas é o que Jesus disse mais adiante, continuando a conversa com os discípulos: “E tudo quanto pedirdes EM MEU NOME, isso farei, a fim de que o Pai seja glorificado no Filho”. Foram esses mesmos discípulos que diante de uma manifestação de poder acalmando o mar perguntaram uns aos outros, “quem é esse?” Parece que também nós não conseguimos saber e experimentar aquilo que Jesus deixou para nós. Parece que algo atrapalha o nosso crescimento e impede as nossas conquistas.
Você sabe o que significa o nome no pensamento judeu? Nome nos dias de Cristo incluía três coisas: A pessoa, tudo o que sabemos sobre a pessoa e a pessoa efetivamente presente.
Quem é Jesus – Paulo define muito bem em Colossenses 1:13-23 – Ele é o Senhor do universo, é eterno, está ativo e nada do que foi feito, sem ele se fez. Esse Jesus, todo-Poderoso, um dia se fez carne, habitou entre nós, manifestou a sua glória, morreu na cruz, derramando o seu sangue para que eu e você fôssemos salvos. No terceiro dia, ressuscitou dentre os mortos. Subiu aos céus, está vivo e um dia voltará para buscar os que são seus.
Esse Jesus é o Senhor da igreja, trabalha e passeia no meio da igreja. Tem o controle e primazia sobre a igreja. Trabalha na minha vida e na sua vida de tal forma que um dia seremos apresentados a Deus, santos, inculpáveis e irrepreensíveis. Cabe a nós perseverar firmes nEle todos os dias da nossa vida.
Foi esse Jesus que disse aos seus discípulos: “aquele que crê em mim fará também as obras que eu faço e outras maiores farão, porque eu vou para junto do Pai”. Disse mais: “Se me pedirdes algumas coisa em meu nome, eu o farei”. Jesus nos deu o direito legal de nós usarmos o seu nome.
Ler declarações presentes nas Escrituras mexem comigo. Há de fato poder no nome de Jesus. Nome que perdoa, que cura, que salva.
Que nome maravilhoso e poderoso... mas o que fazer para usufruir deste nome? Eu não posso usar esse nome de qualquer maneira. Jesus trouxe essa palavra aos seus discípulos e ser discípulo de Jesus traz implicações sérias:
Romanos 10:9-10 Se, com a tua boca, confessares Jesus como Senhor e, em teu coração, creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, serás salvo. Porque com o coração se crê para justiça e com a boca se confessa a respeito da salvação.
O que aprendo com Paulo é que o meu compromisso com ele deve ser radical. Isso envolve a minha forma de pensar, envolve o meu comportamento, envolve a minha forma de olhar para as pessoas, significa que precisarei me posicionar, mesmo que isso possa trazer cadeias e prisões a mim e, por fim, se ele é Senhor da minha vida, meu campo de atuação é o mundo e o que puder fazer para que o nome de Jesus seja conhecido, eu farei.
Aprendo então, depois de meditar sobre esses textos, pelo menos 7 verdades:
Verdades que envolvem compromisso:
1. Eu não posso usufruir do Nome de Jesus se eu não estiver em Jesus – em unidade espiritual com ele, ligado a ele, tê-lo em mim – preciso ser discípulo de Jesus.
2. Enquanto não me conformo à natureza dele, não tenho como experimentar do poder que há nesse nome – preciso ser servo, refletir o seu caráter.
3. Não dá para usufruir do poder que há nesse nome se não utilizo para a sua causa – acima de tudo preciso descobrir a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.
Verdades que envolvem vitória na oração:
4. Quando uso o Nome de Jesus, trago ele como a minha referência e isso garante a minha aproximação com o Pai e a vitória contra o Reino das trevas.
5. Quando uso o Nome de Jesus, juntamente com o Nome, estou reivindicando a vitória de Cristo no calvário que foi suficiente para suprir todas as minhas necessidades.
6. Quando uso o Seu nome, reconheço a Sua posição como o ungido de Deus. Nele está o amém. Nele, quantas forem as promessas de Deus, encontrarei o sim.
7. Quando uso o Nome de Jesus, trago juntamente com esse nome toda a autoridade que há em Jesus.
Todas as vezes que você orar em nome de Jesus...
Lembre do que esse nome representa, alegre-se nesse nome, expresse esse nome com amor, creia nesse nome, faça pedido de oração sempre nesse nome, use toda a autoridade que há nesse nome, santifique a sua oração nesse nome, torne Jesus o seu sócio na oração, honre o nome dele, vença o diabo e, faça tudo, mas tudo mesmo, em NOME DE JESUS.
Colossenses 3:17
E tudo o que fizerdes, seja em palavra, seja em ação, fazei-o em nome do Senhor Jesus, dando por ele graças a Deus Pai.
Que Deus abençoe a sua vida, em Nome de Jesus
Ricardo Carvalho
segunda-feira, 22 de abril de 2013
UMA HISTÓRIA QUE MUDOU A MINHA VIDA! Por Ricardo Carvalho
Preciso contar uma história pra vocês!
Existem experiências na nossa vida que se tornam inesquecíveis. Uma delas mudou por completo a minha história. Há anos atrás fui enviado para trabalhar em outro país por ordem do governo. Era um povo de língua estranha e uma religião diferente da minha. Sob o meu comando estavam vários outros soldados e o nosso principal objetivo era manter a ordem na cidade. Nos dias de feiras e festas as coisas se complicavam bastante.
No começo tudo foi muito tranquilo e a força do nosso comando estabelecia a ordem com facilidade. Naquele país, os crimes eram punidos com a morte e não se esperava muito para executar a sentença. Por mais que eu não concordasse com aquilo, tinha que obedecer, pois eram ordens inquestionáveis.
Todos os anos havia uma festa muito importante para aquele povo. Eram dias de trabalhos intensos para mim e para os homens que estavam sob o meu comando. Em uma dessas festas, estávamos descansando e nos preparando para um novo turno, quando fomos chamados às pressas pelo governador. Um tumulto havia se formado na cidade. Os líderes religiosos daquele povo eram bem radicais em sua convicções. Quando chegamos na praça central, onde estava o palácio do governador, parecia que uma guerra estava iniciando. A cidade inteira havia se deslocado para aquele lugar e os religiosos estavam diante do governador acusando um homem de tentar persuadir o povo a se rebelar contra o governo e contra os seus costumes e práticas religiosas. Logo fomos colocados diante do governador para manter a ordem.

Eu não conhecia aquele homem, mas como era apresentado como um homem perigoso, eu e os meus homens fomos colocados como responsáveis para guardar aquele acusado. Esse dia foi marcante para a minha vida. Eu nunca tinha visto o povo tão irado, nem tampouco o governador meio perdido, sem saber qual decisão tomar diante do ocorrido. Por mais que procurasse uma justificativa para o levante da população, nada era encontrado para consolidar tais acusações. Em algumas ocasiões olhei para aquele homem e ele ficava calado o tempo inteiro. O seu rosto, muito machucado pelos socos e tapas, transmitia uma certa paz para quem olhava. Estranho, muito estranho.
Algumas coisas precisavam ser feitas. Eram as leis daquele governo. Antes mesmo do julgamento final, o acusado era punido com açoites. Eu precisei fazer isso. Ele não reagiu! Gritava de dor, mas nada mais saía dos seus lábios! Por mais que a gente tente ser gente em todos os momentos, as coisas acontecem tão rápido e são tantas ordens, que agimos de forma automática em muitas situações assim.

Eu confesso que dificilmente parava para olhar para um condenado, mas nesse dia fui levado a olhar para esse de forma diferente. Eu não conseguia entender o que me fazia olhar para ele! Eu não sei o que era, mas sei que havia algo diferente nele. Eu nunca vi uma pessoa receber tantas acusações, ser violentamente agredido e ficar calado. Ele fez isso!
Estava bem perto do governador quando ele recebeu um recado da sua esposa dizendo que tinha sonhado com aquele homem e que ele não deveria tomar nenhuma posição. O governador estava inquieto e sendo muito pressionado pelos religiosos daquele lugar. Várias tentativas de libertar aquele homem foram feitas, mas a pressão do povo e religiosos levou o governador a fazer uma pergunta a todo o povo: O que devo fazer com esse homem. A resposta foi unanime: ele deve ser morto. Não havia mais o que fazer. Fui chamado para conduzi-lo até o local onde seria morto.
Naquele país, a morte era lenta e dolorosa e os materiais necessários para aplicar a pena de morte tinham que ser carregados pelo condenado numa espécie cortejo até o local. Eu fui o responsável pela condução, guarda e execução da pena. A distância entre o palácio e o local da execução não era tão grande, mas confesso a vocês que naquele dia parecia que estávamos há horas caminhando quilômetros de distância. Ele caminhava calado, carregando todo o peso dos objetos que seriam utilizados para a sua morte. Num determinado momento, faltou-lhe forças e ele caiu. Dei ordem para que ele se levantasse. Meu coração estava partido naquele momento, mas eu tinha que fazer isso. Ele não conseguia levantar. Foi quando olhei no meio da multidão e chamei um homem para ajuda-lo. Aquele homem não queria, mas eu o obriguei a fazer aquilo. Continuamos o cortejo e, em alguns momentos, quando olhava para ele, via a tristeza no seu rosto, mas a paz continuava sendo transmitida de alguma forma. Chegamos até o local da execução! Os soldados que trabalhavam comigo me perguntaram se poderiam proceder a montagem dos aparelhos e executar o condenado. Eu autorizei eles a irem em frente.
Lembra que eu disse que a morte era lenta e dolorosa? Essa era a pior parte pra mim. Eu tinha que ficar lá até o final. Aquelas horas pareciam uma eternidade pra mim! Haviam outros condenados ali, mas a minha responsabilidade era conduzir e executar aquele que era o mais perigoso para os religiosos da época. Normalmente os acusadores e outras poucas pessoas participavam desses momentos de execução, mas nesse dia muita gente estava presente. Eu tinha que manter as pessoas afastadas para que a execução acontecesse, mas não podia obrigar a multidão que ficasse calada. Naquele dia os religiosos estavam em peso lá. Nunca tinha visto isso antes. Eles eram o que mais gritavam e zombavam daquele que estava sendo executado.
Ele ouvia tudo em silêncio e olhava para cada pessoa que ali estava. Não sei como conseguia olhar para as pessoas. Eu estava resolvendo alguma pendência quando, de repente, ouço a voz daquele homem. Ele fez um pedido a Deus! Aquilo foi assustador pra mim. Como pode alguém que está sendo executado pedir a Deus que perdoe aqueles que estavam ali porque eles não sabiam o que estavam fazendo? A mãe dele estava lá. Eu vi a dor no rosto daquela mulher. Ele falou com ela e pediu a um grande amigo seu que cuidasse dela. Aquela mulher chorou muito ao ouvir o seu filho. Ele falou ainda algumas vezes, mas depois silenciou durante algumas horas.
De repente, quando todos estavam meio que distraídos, ele voltou a falar. A sua última fala aconteceu logo após um grande grito. Ele olhou para o céu e disse a Deus que tinha feito o que tinha sido colocado em suas mãos.
Ele disse: Deus, está tudo pronto!
Eu não entendi aquela frase. Como está tudo pronto, se ele está morrendo? Aí ele soltou a última frase: Nas tuas mãos entrego o meu espírito! Curvou a cabeça, fechou os olhos e deu o seu último suspiro!
O tempo mudou, o chão tremeu! Eu nunca tinha visto algo parecido antes.
Naquele momento, uma forte convicção veio ao meu coração. Aquele não era um homem comum, não era um assassino, não era alguém culpado de algum crime. Eu olhei para ele cravado naquele madeiro, naquela cruz e as únicas palavras que saíram dos meus lábios foram:
VERDADEIRAMENTE ESTE É O FILHO DE DEUS.
Eu sou aquele centurião que participou de todos os momentos, lado a lado com aquele homem. Eu conheci de perto o Filho de Deus!
Centurião Romano
Existem experiências na nossa vida que se tornam inesquecíveis. Uma delas mudou por completo a minha história. Há anos atrás fui enviado para trabalhar em outro país por ordem do governo. Era um povo de língua estranha e uma religião diferente da minha. Sob o meu comando estavam vários outros soldados e o nosso principal objetivo era manter a ordem na cidade. Nos dias de feiras e festas as coisas se complicavam bastante.
No começo tudo foi muito tranquilo e a força do nosso comando estabelecia a ordem com facilidade. Naquele país, os crimes eram punidos com a morte e não se esperava muito para executar a sentença. Por mais que eu não concordasse com aquilo, tinha que obedecer, pois eram ordens inquestionáveis.
Todos os anos havia uma festa muito importante para aquele povo. Eram dias de trabalhos intensos para mim e para os homens que estavam sob o meu comando. Em uma dessas festas, estávamos descansando e nos preparando para um novo turno, quando fomos chamados às pressas pelo governador. Um tumulto havia se formado na cidade. Os líderes religiosos daquele povo eram bem radicais em sua convicções. Quando chegamos na praça central, onde estava o palácio do governador, parecia que uma guerra estava iniciando. A cidade inteira havia se deslocado para aquele lugar e os religiosos estavam diante do governador acusando um homem de tentar persuadir o povo a se rebelar contra o governo e contra os seus costumes e práticas religiosas. Logo fomos colocados diante do governador para manter a ordem.
Eu não conhecia aquele homem, mas como era apresentado como um homem perigoso, eu e os meus homens fomos colocados como responsáveis para guardar aquele acusado. Esse dia foi marcante para a minha vida. Eu nunca tinha visto o povo tão irado, nem tampouco o governador meio perdido, sem saber qual decisão tomar diante do ocorrido. Por mais que procurasse uma justificativa para o levante da população, nada era encontrado para consolidar tais acusações. Em algumas ocasiões olhei para aquele homem e ele ficava calado o tempo inteiro. O seu rosto, muito machucado pelos socos e tapas, transmitia uma certa paz para quem olhava. Estranho, muito estranho.
Algumas coisas precisavam ser feitas. Eram as leis daquele governo. Antes mesmo do julgamento final, o acusado era punido com açoites. Eu precisei fazer isso. Ele não reagiu! Gritava de dor, mas nada mais saía dos seus lábios! Por mais que a gente tente ser gente em todos os momentos, as coisas acontecem tão rápido e são tantas ordens, que agimos de forma automática em muitas situações assim.
Eu confesso que dificilmente parava para olhar para um condenado, mas nesse dia fui levado a olhar para esse de forma diferente. Eu não conseguia entender o que me fazia olhar para ele! Eu não sei o que era, mas sei que havia algo diferente nele. Eu nunca vi uma pessoa receber tantas acusações, ser violentamente agredido e ficar calado. Ele fez isso!
Estava bem perto do governador quando ele recebeu um recado da sua esposa dizendo que tinha sonhado com aquele homem e que ele não deveria tomar nenhuma posição. O governador estava inquieto e sendo muito pressionado pelos religiosos daquele lugar. Várias tentativas de libertar aquele homem foram feitas, mas a pressão do povo e religiosos levou o governador a fazer uma pergunta a todo o povo: O que devo fazer com esse homem. A resposta foi unanime: ele deve ser morto. Não havia mais o que fazer. Fui chamado para conduzi-lo até o local onde seria morto.
Naquele país, a morte era lenta e dolorosa e os materiais necessários para aplicar a pena de morte tinham que ser carregados pelo condenado numa espécie cortejo até o local. Eu fui o responsável pela condução, guarda e execução da pena. A distância entre o palácio e o local da execução não era tão grande, mas confesso a vocês que naquele dia parecia que estávamos há horas caminhando quilômetros de distância. Ele caminhava calado, carregando todo o peso dos objetos que seriam utilizados para a sua morte. Num determinado momento, faltou-lhe forças e ele caiu. Dei ordem para que ele se levantasse. Meu coração estava partido naquele momento, mas eu tinha que fazer isso. Ele não conseguia levantar. Foi quando olhei no meio da multidão e chamei um homem para ajuda-lo. Aquele homem não queria, mas eu o obriguei a fazer aquilo. Continuamos o cortejo e, em alguns momentos, quando olhava para ele, via a tristeza no seu rosto, mas a paz continuava sendo transmitida de alguma forma. Chegamos até o local da execução! Os soldados que trabalhavam comigo me perguntaram se poderiam proceder a montagem dos aparelhos e executar o condenado. Eu autorizei eles a irem em frente.
Lembra que eu disse que a morte era lenta e dolorosa? Essa era a pior parte pra mim. Eu tinha que ficar lá até o final. Aquelas horas pareciam uma eternidade pra mim! Haviam outros condenados ali, mas a minha responsabilidade era conduzir e executar aquele que era o mais perigoso para os religiosos da época. Normalmente os acusadores e outras poucas pessoas participavam desses momentos de execução, mas nesse dia muita gente estava presente. Eu tinha que manter as pessoas afastadas para que a execução acontecesse, mas não podia obrigar a multidão que ficasse calada. Naquele dia os religiosos estavam em peso lá. Nunca tinha visto isso antes. Eles eram o que mais gritavam e zombavam daquele que estava sendo executado.
Ele ouvia tudo em silêncio e olhava para cada pessoa que ali estava. Não sei como conseguia olhar para as pessoas. Eu estava resolvendo alguma pendência quando, de repente, ouço a voz daquele homem. Ele fez um pedido a Deus! Aquilo foi assustador pra mim. Como pode alguém que está sendo executado pedir a Deus que perdoe aqueles que estavam ali porque eles não sabiam o que estavam fazendo? A mãe dele estava lá. Eu vi a dor no rosto daquela mulher. Ele falou com ela e pediu a um grande amigo seu que cuidasse dela. Aquela mulher chorou muito ao ouvir o seu filho. Ele falou ainda algumas vezes, mas depois silenciou durante algumas horas.
De repente, quando todos estavam meio que distraídos, ele voltou a falar. A sua última fala aconteceu logo após um grande grito. Ele olhou para o céu e disse a Deus que tinha feito o que tinha sido colocado em suas mãos.
Ele disse: Deus, está tudo pronto!
Eu não entendi aquela frase. Como está tudo pronto, se ele está morrendo? Aí ele soltou a última frase: Nas tuas mãos entrego o meu espírito! Curvou a cabeça, fechou os olhos e deu o seu último suspiro!
O tempo mudou, o chão tremeu! Eu nunca tinha visto algo parecido antes.
Naquele momento, uma forte convicção veio ao meu coração. Aquele não era um homem comum, não era um assassino, não era alguém culpado de algum crime. Eu olhei para ele cravado naquele madeiro, naquela cruz e as únicas palavras que saíram dos meus lábios foram:
VERDADEIRAMENTE ESTE É O FILHO DE DEUS.
Eu sou aquele centurião que participou de todos os momentos, lado a lado com aquele homem. Eu conheci de perto o Filho de Deus!
Centurião Romano
domingo, 14 de abril de 2013
ENCONTRANDO O MELHOR NO PIOR
Jó 1:20-22 e 2:8:10
Foi exatamente isso que descobri na vida de Jó. Ele conseguiu encontrar o melhor nos piores momentos da sua história. Em um só dia, recebeu notícias ruins seguidas por outras ainda piores. Se há uma lógica no texto, isso aconteceu no início de um novo ciclo de festividades dos filhos de Jó. Sendo assim, essas desgraças aconteceram logo depois de um tempo de culto a Deus com os sacrifícios oferecidos ao Senhor. Imagine receber notícias estonteantes logo depois de um momento de paz com o Senhor.
Num só dia Jó recebeu notícias, uma atrás da outra, com tragédias que envolviam a sua vida, começando com os seus bens e empregados e culminando com a morte dos seus filhos. Primeiro os sabeus, algo inusitado, pois esse povo era conhecido como mercadores e nunca como bandidos. Fogo de Deus era uma expressão comumente usada para raios que caiam do céu naqueles dias. Algo incomum também aqui, afinal foram 7.000 ovelhas mortas. Outra tragédia incomum foi a formação feita pelos caldeus com 3 bandos para levar os camelos. O pior evento foi uma espécie de redemoinho atingindo exclusivamente aquela residência onde os filhos de Jó estavam reunidos.
Ele ouviu as notícias ruins seguidas de outras piores. Não teve nem tempo de respirar ou tentar entender o que aquilo significava. Foi uma atrás da outra. A forma como ele reagiu nesse primeiro momento nos impressiona. Dificilmente encontramos o melhor no pior. O melhor estava ali, apesar de tudo, e Jó o encontrou. As reações e atitudes daquele homem demonstraram isso. Vejamos:
1. Encontrou forças para ficar de pé – v.20
Tragédias, tribulações, sempre nos derrubam. Encontrar forças nesses momentos não é fácil. A Bíblia diz que Jó se levantou. Parece um simples gesto, mas nos mostra força para ir em frente apesar de tudo. Eu sei o que significa ter o mundo desabando sobre a cabeça. Tribulações se tornam sempre um peso que nos empurra para o chão. Encontrar forças nesses momentos não é fácil. Enxergar esperança onde não há mais esperança, parece algo impossível. Jó se levantou!
Força na fraqueza – já viu isso na Bíblia? 2Co 12.10 Pelo que sinto prazer nas fraquezas, nas injúrias, nas necessidades, nas perseguições, nas angústias, por amor de Cristo. Porque, quando sou fraco, então, é que sou forte.
Seremos por vezes lançados ao chão, mas em Deus podemos encontrar forças para ficar de pé. O grande segredo é encontrar o melhor no pior. Ele achou o melhor naquele momento. 2Co 4.8,9 Em tudo somos atribulados, porém não angustiados; perplexos, porém não desanimados; perseguidos, porém não desamparados; abatidos, porém não destruídos;
2. Expressou a sua mágoa e decepção – v.20b
homens de posição naquela época usavam um manto por cima da túnica. O gesto de rasgar esse manto era a foram de expressar mágoa pelo acontecido.
Expressar sentimentos não é pecado. Existe uma enorme diferença entre apresentar as suas queixas e viver a murmurar. Apresentamos as nossas queixas quando estamos sofrendo e Deus tem toda a paciência para nos ouvir.
Murmurar é se queixar, lastimar, falar mal, apontar falta, fazer mau juízo de alguém ou de alguma coisa. O murmurador é uma pessoa sem fé, altamente insegura. Vai murmurar em qualquer situação. Uma pessoa cheia de fé vai louvar o senhor em qualquer situação. O murmurador encontra defeito em tudo. O murmurado começa a murmurar primeiro em seu coração e depois com a sua boca (Mateus 12:34). E não depende das circunstancias, porque é um estilo de vida, uma cultura criada, um estado de espírito. É uma doença emocional muito grave.
Queixar-se é fazer uma reclamação justa, lamentar o sofrimento que está passando. Quando encontramos o melhor no pior, até lamentamos e expressamos a nossa decepção, mas não permitimos que a murmuração tome conta da nossa vida.
Tenho aprendido a expressar aquilo que estou sentindo. Se está doendo, então está doendo e não dá para sorrir. Se estou sofrendo, preciso deixar claro diante de Deus toda a minha dor e sofrimento. Em nenhum momento sou condenado na Bíblia por fazer isso. Sempre que encontro o melhor no pior, aprendo a colocar pra fora de forma correta os meus sentimentos. E Deus me consola e ajuda em todos eles.
3. Viveu a tristeza que o momento trazia – v.20c
Raspar a cabeça era costume da Mesopotâmia e Cannã. Era parte do ritual de luto da época. Não havia instrução na lei nesse sentido, mas era entendido na época perfeitamente. O luto faz parte da história humana. Ninguém pode pular o tempo de luto. Se você não vive o luto no momento em que ele deve ser vivido, mais adiante consequências virão. Se você está triste hoje, chore o que for necessário! Viva o seu luto. Se o nosso Senhor chorou diante da dor e da morte, por que não podemos nós também fazer o mesmo?
Quem encontra o melhor no pior, não finge sentir algo que não está presente. É autêntico e não abre mão de ser verdadeiro.
4. Lançou-se em terra e adorou a Deus
Como adorar quando estamos tomados pela dor, tristeza e decepção? Só conseguimos fazer isso quando encontramos o melhor no pior. A Bíblia nos ensina que fomos criados para agradar a Deus e adorá-lo para sempre. Dar prazer a Deus e agradá-lo é o que chamamos de adoração. Adoração não é música apenas, nem tampouco é algo que serve para o nosso próprio prazer. Adoração é para Deus. Se a celebração estiver desassociada da adoração, ela se torna meramente circunstancial e movida pelas ocorrências positivas da vida. Por guardarmos conceitos errados sobre celebração não conseguimos entender atitudes como a de Jó, que adorou a Deus logo após ter perdido tudo, nem a de Paulo e Silas na prisão, que mesmo açoitados e machucados puderam exaltar a Deus com altos louvores. Celebração é para toda vida, em momentos de alegria ou pesar. Isso significa que não importa o que estamos passando ou enfrentando. Sabemos que Deus está conosco e que todas as coisas cooperam para o nosso bem. Essa atitude mostra claramente que ele encontrou o melhor no pior.
5. Pronunciou profundas declarações de fé – v.21
5.1. Sei exatamente o valor da vida terrena. "Nu saí... Nu voltarei"
5.2. Deus tem o controle de tudo na minha vida "O Senhor o deu..."
5.3. Que em todo tempo Deus seja glorificado "bendito o nome do Senhor"
Isso é descobrir o melhor no pior. Jó vê somente a mão de Deus em sua vida. Apesar de trágicos eventos, ele não amaldiçoa os salteadores, ou guardas de fronteira que não protegeram os seus campos, nem os servos que não foram vigilantes. Deus estava no controle de todas as coisas.
6. Não permitiu que o pecado se apossasse dele – v.22a
Nos momentos de lutas geralmente estamos bem vulneráveis ao pecado. Nesses terríveis momentos somos facilmente levados a buscar culpados ou a pensar as maiores bobagens. São nesses momentos que mais precisamos vigiar. Quando encontramos o melhor, o pior não tem vez na nossa vida e não nos leva ao caminho de destruição.
7. Em nenhum momento ele se mostrou decepcionado com Deus, acusando-o de algo terrível contra a sua vida. V.22b
Você acha que parou por aí? Coisas ainda piores vieram sobre a sua vida e saúde
Jó foi em seguida ferido por uma enfermidade terrível que cobriu o seu corpo inteiro. Lemos nos textos bíblicos: tumores, úlceras, infecções na pele escurecida, descascando, pústulas em constante erupção, etc. Outras consequências dessa enfermidade tão severa: perda de apetite, emagrecimento, febre, crises de depressão, choro, insônia, pesadelos. Além disso, mau hálito, falhas da visão, apodrecimento dos dentes, olhares perturbados. Como dizem os estudiosos: “Um quadro horripilante de um homem torturado por uma desfiguração degradante e pela dor insuportável”. Não havia lugar para ficar. Ele ficava nas cinzas, provavelmente uma referência aos depósitos de lixo fora da cidade. A sua mulher, depois de vê-lo se raspando com um caco talvez pela coceira ou incômodo da doença, faz uma declaração e um pedido forte a ele – 2:9 “Ainda conservas a tua integridade? Amaldiçoa a Deus e morre”. Condena-la por essas palavras é fácil para nós, mas imaginar a dor de alguém que vê o sofrimento do seu marido sem nenhuma explicação plausível, nos faz atenuar a condenação que vem a nossa mente. A resposta de Jó mais uma vez surpreende – v.10 Mas ele lhe respondeu: Falas como qualquer doida; temos recebido o bem de Deus e não receberíamos também o mal? Em tudo isto não pecou Jó com os seus lábios. E o final vem seguido com a afirmação – Jó não pecou.
Ele encontrou o melhor no pior.
A verdade é que a religião de Jó era mais do que o que era externado. Se no seu coração houvesse pecado ou blasfêmia, por certo Deus saberia. O que Jó dizia era o que cria e onde sustentava a sua fé. Se tivermos o cuidado de ler todas as declarações de Jó durante esse momento de escuridão e sofrimento, veremos que, por mais chocantes que pareçam, e por mais que homens tenham desaprovado tais comentários, que externavam a dor de um homem sofrido, da parte de Deus ele só foi repreendido quanto ao seu desconhecimento do propósito divino.
Mais adiante: ele manteve a esperança apesar de toda tristeza, porque desde o começo do seu sofrimento ele tinha encontrado o melhor.
Jó 19:25-26
Porque eu sei que o meu Redentor vive e por fim se levantará sobre a terra. Depois, revestido este meu corpo da minha pele, em minha carne verei a Deus.
Depois de tudo, ele percebeu que todo o sofrimento o fez reconhecer ainda mais que ele nada era e que agora conhecia de fato quem era o seu Deus. O melhor ele encontrou desde o começo, mas foi o sofrimento que aprofundou a sua relação com o melhor - o melhor era Deus.
Jó 42.1-6 Então, respondeu Jó ao SENHOR: Bem sei que tudo podes, e nenhum dos teus planos pode ser frustrado. Quem é aquele, como disseste, que sem conhecimento encobre o conselho? Na verdade, falei do que não entendia; coisas maravilhosas demais para mim, coisas que eu não conhecia. Escuta-me, pois, havias dito, e eu falarei; eu te perguntarei, e tu me ensinarás. Eu te conhecia só de ouvir, mas agora os meus olhos te vêem. Por isso, me abomino e me arrependo no pó e na cinza.
Algumas lições que aprendemos com aquele que encontrou o melhor no pior:
1. Ser surpreendido por momentos de grande tribulação não é um “privilégio” nosso apenas, mas de muitos seres humanos espalhados pela face da terra. (1Pe 5:9 resisti-lhe firmes na fé, certos de que sofrimentos iguais aos vossos estão-se cumprindo na vossa irmandade espalhada pelo mundo.
2. Nem sempre teremos explicações plausíveis para as tribulações que enfrentamos.
3. A forma como reagimos e encaramos as tribulações definem as lições e experiências que guardaremos desses momentos.
4. Nem sempre teremos apoio e ajuda dos nossos amigos. Em alguns momentos enfrentaremos toda a tribulação sozinhos. O único que não nos perderá de vista será o Senhor.
5. Ouviremos os mais variados conselhos e as mais incríveis justificativas para aquilo que estamos enfrentando. A melhor atitude quando não temos explicações é não buscar explicações.
6. Se nesses momentos de sofrimento e tribulação você encontrar desde o começo o melhor - e o melhor é o próprio Deus - você verá que em todo o tempo uma força te ensinará a reagir para a vitória.
7. Se no final, você tiver percebido que em todo o tempo Deus esteve presente, você verá que a sua vida mudou muito depois de tudo.
8. Agir como Jó agiu é saber encontrar o melhor quando o momento enfrentado é o pior da sua história. E nunca esqueça - o melhor sempre está no pior porque o melhor é Deus.
Boa semana pra você.
Ricardo Carvalho
Foi exatamente isso que descobri na vida de Jó. Ele conseguiu encontrar o melhor nos piores momentos da sua história. Em um só dia, recebeu notícias ruins seguidas por outras ainda piores. Se há uma lógica no texto, isso aconteceu no início de um novo ciclo de festividades dos filhos de Jó. Sendo assim, essas desgraças aconteceram logo depois de um tempo de culto a Deus com os sacrifícios oferecidos ao Senhor. Imagine receber notícias estonteantes logo depois de um momento de paz com o Senhor.
Num só dia Jó recebeu notícias, uma atrás da outra, com tragédias que envolviam a sua vida, começando com os seus bens e empregados e culminando com a morte dos seus filhos. Primeiro os sabeus, algo inusitado, pois esse povo era conhecido como mercadores e nunca como bandidos. Fogo de Deus era uma expressão comumente usada para raios que caiam do céu naqueles dias. Algo incomum também aqui, afinal foram 7.000 ovelhas mortas. Outra tragédia incomum foi a formação feita pelos caldeus com 3 bandos para levar os camelos. O pior evento foi uma espécie de redemoinho atingindo exclusivamente aquela residência onde os filhos de Jó estavam reunidos.
Ele ouviu as notícias ruins seguidas de outras piores. Não teve nem tempo de respirar ou tentar entender o que aquilo significava. Foi uma atrás da outra. A forma como ele reagiu nesse primeiro momento nos impressiona. Dificilmente encontramos o melhor no pior. O melhor estava ali, apesar de tudo, e Jó o encontrou. As reações e atitudes daquele homem demonstraram isso. Vejamos:
1. Encontrou forças para ficar de pé – v.20
Tragédias, tribulações, sempre nos derrubam. Encontrar forças nesses momentos não é fácil. A Bíblia diz que Jó se levantou. Parece um simples gesto, mas nos mostra força para ir em frente apesar de tudo. Eu sei o que significa ter o mundo desabando sobre a cabeça. Tribulações se tornam sempre um peso que nos empurra para o chão. Encontrar forças nesses momentos não é fácil. Enxergar esperança onde não há mais esperança, parece algo impossível. Jó se levantou!
Força na fraqueza – já viu isso na Bíblia? 2Co 12.10 Pelo que sinto prazer nas fraquezas, nas injúrias, nas necessidades, nas perseguições, nas angústias, por amor de Cristo. Porque, quando sou fraco, então, é que sou forte.
Seremos por vezes lançados ao chão, mas em Deus podemos encontrar forças para ficar de pé. O grande segredo é encontrar o melhor no pior. Ele achou o melhor naquele momento. 2Co 4.8,9 Em tudo somos atribulados, porém não angustiados; perplexos, porém não desanimados; perseguidos, porém não desamparados; abatidos, porém não destruídos;
2. Expressou a sua mágoa e decepção – v.20b
homens de posição naquela época usavam um manto por cima da túnica. O gesto de rasgar esse manto era a foram de expressar mágoa pelo acontecido.
Expressar sentimentos não é pecado. Existe uma enorme diferença entre apresentar as suas queixas e viver a murmurar. Apresentamos as nossas queixas quando estamos sofrendo e Deus tem toda a paciência para nos ouvir.
Murmurar é se queixar, lastimar, falar mal, apontar falta, fazer mau juízo de alguém ou de alguma coisa. O murmurador é uma pessoa sem fé, altamente insegura. Vai murmurar em qualquer situação. Uma pessoa cheia de fé vai louvar o senhor em qualquer situação. O murmurador encontra defeito em tudo. O murmurado começa a murmurar primeiro em seu coração e depois com a sua boca (Mateus 12:34). E não depende das circunstancias, porque é um estilo de vida, uma cultura criada, um estado de espírito. É uma doença emocional muito grave.
Queixar-se é fazer uma reclamação justa, lamentar o sofrimento que está passando. Quando encontramos o melhor no pior, até lamentamos e expressamos a nossa decepção, mas não permitimos que a murmuração tome conta da nossa vida.
Tenho aprendido a expressar aquilo que estou sentindo. Se está doendo, então está doendo e não dá para sorrir. Se estou sofrendo, preciso deixar claro diante de Deus toda a minha dor e sofrimento. Em nenhum momento sou condenado na Bíblia por fazer isso. Sempre que encontro o melhor no pior, aprendo a colocar pra fora de forma correta os meus sentimentos. E Deus me consola e ajuda em todos eles.
3. Viveu a tristeza que o momento trazia – v.20c
Raspar a cabeça era costume da Mesopotâmia e Cannã. Era parte do ritual de luto da época. Não havia instrução na lei nesse sentido, mas era entendido na época perfeitamente. O luto faz parte da história humana. Ninguém pode pular o tempo de luto. Se você não vive o luto no momento em que ele deve ser vivido, mais adiante consequências virão. Se você está triste hoje, chore o que for necessário! Viva o seu luto. Se o nosso Senhor chorou diante da dor e da morte, por que não podemos nós também fazer o mesmo?
Quem encontra o melhor no pior, não finge sentir algo que não está presente. É autêntico e não abre mão de ser verdadeiro.
4. Lançou-se em terra e adorou a Deus
Como adorar quando estamos tomados pela dor, tristeza e decepção? Só conseguimos fazer isso quando encontramos o melhor no pior. A Bíblia nos ensina que fomos criados para agradar a Deus e adorá-lo para sempre. Dar prazer a Deus e agradá-lo é o que chamamos de adoração. Adoração não é música apenas, nem tampouco é algo que serve para o nosso próprio prazer. Adoração é para Deus. Se a celebração estiver desassociada da adoração, ela se torna meramente circunstancial e movida pelas ocorrências positivas da vida. Por guardarmos conceitos errados sobre celebração não conseguimos entender atitudes como a de Jó, que adorou a Deus logo após ter perdido tudo, nem a de Paulo e Silas na prisão, que mesmo açoitados e machucados puderam exaltar a Deus com altos louvores. Celebração é para toda vida, em momentos de alegria ou pesar. Isso significa que não importa o que estamos passando ou enfrentando. Sabemos que Deus está conosco e que todas as coisas cooperam para o nosso bem. Essa atitude mostra claramente que ele encontrou o melhor no pior.
5. Pronunciou profundas declarações de fé – v.21
5.1. Sei exatamente o valor da vida terrena. "Nu saí... Nu voltarei"
5.2. Deus tem o controle de tudo na minha vida "O Senhor o deu..."
5.3. Que em todo tempo Deus seja glorificado "bendito o nome do Senhor"
Isso é descobrir o melhor no pior. Jó vê somente a mão de Deus em sua vida. Apesar de trágicos eventos, ele não amaldiçoa os salteadores, ou guardas de fronteira que não protegeram os seus campos, nem os servos que não foram vigilantes. Deus estava no controle de todas as coisas.
6. Não permitiu que o pecado se apossasse dele – v.22a
Nos momentos de lutas geralmente estamos bem vulneráveis ao pecado. Nesses terríveis momentos somos facilmente levados a buscar culpados ou a pensar as maiores bobagens. São nesses momentos que mais precisamos vigiar. Quando encontramos o melhor, o pior não tem vez na nossa vida e não nos leva ao caminho de destruição.
7. Em nenhum momento ele se mostrou decepcionado com Deus, acusando-o de algo terrível contra a sua vida. V.22b
Você acha que parou por aí? Coisas ainda piores vieram sobre a sua vida e saúde
Jó foi em seguida ferido por uma enfermidade terrível que cobriu o seu corpo inteiro. Lemos nos textos bíblicos: tumores, úlceras, infecções na pele escurecida, descascando, pústulas em constante erupção, etc. Outras consequências dessa enfermidade tão severa: perda de apetite, emagrecimento, febre, crises de depressão, choro, insônia, pesadelos. Além disso, mau hálito, falhas da visão, apodrecimento dos dentes, olhares perturbados. Como dizem os estudiosos: “Um quadro horripilante de um homem torturado por uma desfiguração degradante e pela dor insuportável”. Não havia lugar para ficar. Ele ficava nas cinzas, provavelmente uma referência aos depósitos de lixo fora da cidade. A sua mulher, depois de vê-lo se raspando com um caco talvez pela coceira ou incômodo da doença, faz uma declaração e um pedido forte a ele – 2:9 “Ainda conservas a tua integridade? Amaldiçoa a Deus e morre”. Condena-la por essas palavras é fácil para nós, mas imaginar a dor de alguém que vê o sofrimento do seu marido sem nenhuma explicação plausível, nos faz atenuar a condenação que vem a nossa mente. A resposta de Jó mais uma vez surpreende – v.10 Mas ele lhe respondeu: Falas como qualquer doida; temos recebido o bem de Deus e não receberíamos também o mal? Em tudo isto não pecou Jó com os seus lábios. E o final vem seguido com a afirmação – Jó não pecou.
Ele encontrou o melhor no pior.
A verdade é que a religião de Jó era mais do que o que era externado. Se no seu coração houvesse pecado ou blasfêmia, por certo Deus saberia. O que Jó dizia era o que cria e onde sustentava a sua fé. Se tivermos o cuidado de ler todas as declarações de Jó durante esse momento de escuridão e sofrimento, veremos que, por mais chocantes que pareçam, e por mais que homens tenham desaprovado tais comentários, que externavam a dor de um homem sofrido, da parte de Deus ele só foi repreendido quanto ao seu desconhecimento do propósito divino.
Mais adiante: ele manteve a esperança apesar de toda tristeza, porque desde o começo do seu sofrimento ele tinha encontrado o melhor.
Jó 19:25-26
Porque eu sei que o meu Redentor vive e por fim se levantará sobre a terra. Depois, revestido este meu corpo da minha pele, em minha carne verei a Deus.
Depois de tudo, ele percebeu que todo o sofrimento o fez reconhecer ainda mais que ele nada era e que agora conhecia de fato quem era o seu Deus. O melhor ele encontrou desde o começo, mas foi o sofrimento que aprofundou a sua relação com o melhor - o melhor era Deus.
Jó 42.1-6 Então, respondeu Jó ao SENHOR: Bem sei que tudo podes, e nenhum dos teus planos pode ser frustrado. Quem é aquele, como disseste, que sem conhecimento encobre o conselho? Na verdade, falei do que não entendia; coisas maravilhosas demais para mim, coisas que eu não conhecia. Escuta-me, pois, havias dito, e eu falarei; eu te perguntarei, e tu me ensinarás. Eu te conhecia só de ouvir, mas agora os meus olhos te vêem. Por isso, me abomino e me arrependo no pó e na cinza.
Algumas lições que aprendemos com aquele que encontrou o melhor no pior:
1. Ser surpreendido por momentos de grande tribulação não é um “privilégio” nosso apenas, mas de muitos seres humanos espalhados pela face da terra. (1Pe 5:9 resisti-lhe firmes na fé, certos de que sofrimentos iguais aos vossos estão-se cumprindo na vossa irmandade espalhada pelo mundo.
2. Nem sempre teremos explicações plausíveis para as tribulações que enfrentamos.
3. A forma como reagimos e encaramos as tribulações definem as lições e experiências que guardaremos desses momentos.
4. Nem sempre teremos apoio e ajuda dos nossos amigos. Em alguns momentos enfrentaremos toda a tribulação sozinhos. O único que não nos perderá de vista será o Senhor.
5. Ouviremos os mais variados conselhos e as mais incríveis justificativas para aquilo que estamos enfrentando. A melhor atitude quando não temos explicações é não buscar explicações.
6. Se nesses momentos de sofrimento e tribulação você encontrar desde o começo o melhor - e o melhor é o próprio Deus - você verá que em todo o tempo uma força te ensinará a reagir para a vitória.
7. Se no final, você tiver percebido que em todo o tempo Deus esteve presente, você verá que a sua vida mudou muito depois de tudo.
8. Agir como Jó agiu é saber encontrar o melhor quando o momento enfrentado é o pior da sua história. E nunca esqueça - o melhor sempre está no pior porque o melhor é Deus.
Boa semana pra você.
Ricardo Carvalho
segunda-feira, 18 de março de 2013
ESTAMOS UNIDOS A JESUS

João 15
O momento da Ceia foi encharcado pelo amor. O amor de Jesus foi demonstrado quando ele serviu os discípulos lavando os seus pés. Ali ele mostrou como deveria ser o nosso relacionamento a partir de então. Um relacionamento dominado pelo amor ao próximo. O amor de Jesus continuou sendo manifesto quando ele declarou que o seu cuidado era eterno. Ele iria preparar lugar para os seus discípulos, mas sob hipótese alguma eles ficariam sozinhos.
Agora, ele os prepara para os desafios que viriam pela frente. No final do capitulo Jesus vai prevenir os discípulos das severas oposições que eles sofreriam na terra. Mais enfático do que isso, Jesus disse que seriamos odiados na terra.
Não é sem motivo que ouvimos homens, mulheres, autoridades, etc. chamando os cristãos de alienados, idiotas, palhaços. A nossa forma de viver será sempre oposta a forma de viver do mundo. Eu não entro em discussões erguendo bandeiras, mas ninguém vai mudar a minha forma de pensar. Eu creio na Bíblia e ela é o meu pressuposto. A partir dela, defino os meus conceitos de sexualidade, família, nação, governo, etc. Vai chegar o tempo em que tentarão calar a voz da igreja e dos pastores. Chegará o tempo onde pastores cederão aos conceitos pregados pelas minorias.
O mundo odiará os discípulos de Jesus. Guarde isso! A igreja será odiada pelo mundo. Palavras de Jesus aos seus discípulos.
Mas antes de deixar essa mensagem, Jesus trouxe um ensinamento que promoveu uma enorme segurança aos seus discípulos. Ele ensinou com a ilustração da videira que quem era seu discípulo não estava sozinho.
Aqui, no capítulo 15 do Evangelho de João, ele se apresenta como a videira, diz que o pai é o agricultor e nós, os ramos que frutificarão. Venha o que vier, aconteça o que acontecer, estamos unidos a Cristo. E porque estamos unidos a Cristo, temos algumas realidades que se manifestarão em nossas vidas.
A primeira realidade é que a nossa vida frutificará – v.1,2
Eu sou a videira verdadeira, e meu Pai é o agricultor. Todo ramo que, estando em mim, não der fruto, ele o corta; e todo o que dá fruto limpa, para que produza mais fruto ainda.
Fomos criados por Deus para frutificar. Em Cristo encontramos vida, força para continuar vivendo. Mais ainda, em Cristo a nossa vida frutifica. Bom é saber que para Deus, não existe um tempo específico para frutificarmos. Durante toda a nossa vida podemos frutificar – Salmos 92.14 Na velhice darão ainda frutos, serão cheios de seiva e de verdor.
Jesus é a videira, nós somos os ramos – fomos criados para produzir o fruto da videira. Jesus foi enfático em Mt 7:16-18: Pelos seus frutos os conhecereis. Colhem-se, porventura, uvas dos espinheiros ou figos dos abrolhos? Assim, toda árvore boa produz bons frutos, porém a árvore má produz frutos maus. Não pode a árvore boa produzir frutos maus, nem a árvore má produzir frutos bons. Que produzamos frutos do Espírito Santo em nossas vidas.
A segunda realidade é que Deus continuará agindo em nossas vidas e o nosso melhor se manifestará – v.2b,3
Todo ramo que, estando em mim, não der fruto, ele o corta; e todo o que dá fruto limpa, para que produza mais fruto ainda. Vós já estais limpos pela palavra que vos tenho falado;
O desejo de Deus é que sejamos altamente produtivos. Tudo o que pode nos tornar improdutivos, tudo aquilo que pode dificultar a produção de frutos, todo galho desnecessário, ele retira das nossas vidas. É porque estamos em Cristo que Deus poda e age em nossas vidas. Deus trabalha em nós esse desejo de ter uma vida que o agrade.
Mesmo que a “poda” de Deus seja dolorida, deixe ele trabalhar na sua vida para que o melhor dele brote em você.
A terceira realidade é que isso é essencial para uma vida frutífera – v.4-7
Como Jesus explica que estar ligado a ele é essencial? Quais os ensinamentos claros de Jesus sobre isso?
Ele afirma primeiro que ninguém é autossuficiente – v.4 permanecei em mim, e eu permanecerei em vós. Como não pode o ramo produzir fruto de si mesmo, se não permanecer na videira, assim, nem vós o podeis dar, se não permanecerdes em mim.
Depois reforça dizendo que sem ele somos NADA – v.5 Eu sou a videira, vós, os ramos. Quem permanece em mim, e eu, nele, esse dá muito fruto; porque sem mim nada podeis fazer.
A dura verdade é trazida em seguida. Se não estamos em Cristo, estamos perdidos – v.6 Se alguém não permanecer em mim, será lançado fora, à semelhança do ramo, e secará; e o apanham, lançam no fogo e o queimam.
E fecha a questão dizendo que se estamos em Cristo e a sua Palavra está em nós, o fruto se manifestará – v.7 Se permanecerdes em mim, e as minhas palavras permanecerem em vós, pedireis o que quiserdes, e vos será feito.
A quarta realidade é que assim seremos discípulos frutíferos e Deus será glorificado – v.8
Nisto é glorificado meu Pai, em que deis muito fruto; e assim vos tornareis meus discípulos.
E, por fim, A quinta realidade é que dessa forma permaneceremos no seu amor – v.9
Como o Pai me amou, também eu vos amei; permanecei no meu amor.
De que forma você pode avaliar se permanece no amor de Deus? Simples! Guardando os mandamentos do Senhor (v.10); Experimentamos da verdadeira alegria do Senhor em nossas vidas (v.11) ; amando uns aos outros (v.12); Doando-nos em favor do nosso próximo (v.13); Tendo a obediência como meta constante da nossa vida (v.14); Vivendo a intimidade com Jesus de forma real e não como um mero desejo (v.15)
Saber disso traz um novo ânimo ao meu coração. As lutas e o ódio do mundo podem vir em minha direção, mas a certeza da segurança por estar unido a Jesus me ajuda a encarar a vida de outra forma.
Estou unido a Jesus. E isso não foi ideia minha, mas dele. Ele me sustenta ligado a ele para sempre. A Jesus toda a Glória!
Boa semana
Ricardo Carvalho
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