segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

ENTÃO É NATAL! E O QUE VOCÊ TEM FEITO?

A música Happy Xmas (war is over) escrita por John Lennon se tornou bem popular no Brasil com a tradução e interpretação da cantora Simone. Eu bem sei que existem fãs dessa música, bem como pessoas que fazem campanha para que ela não seja mais cantada.
Não quero analisar a música, mas pensar nessa pergunta que John Lennon faz no início da música. O Natal chegou e o que temos feito? Talvez esse seja um bom momento para avaliar o ano que está quase encerrando.

Natal mexe com as nossas emoções. É período onde fazemos de tudo para pensar positivo, pra frente.O grande problema é que ano após ano o Natal acontece e as coisas não mudam na nossa vida.

Nos dias do nascimento de Jesus surgiram umas figuras desconhecidas de todos que chegaram em Jerusalém perguntando ao rei sobre o nascimento de uma criança que reinaria entre eles. Isso provocou um alvoroço em todos que moravam em Jerusalém e passaram a examinar nas escrituras onde isso aconteceria.

Esses homens, chamados na Bíblia de sábios do oriente, fizeram coisas extraordinárias que nos levam a refletir sobre a nossa postura diante do Natal.

1. Eles fizeram todo o esforço para encontrar o homenageado. Essa disposição de focar no dono da festa me faz pensar nos desvios que provoco na minha caminhada esquecendo de que no Natal a festa não é minha, mas daquele que veio ao mundo para nos resgatar, a saber, Jesus Cristo.

2. Eles despertaram quem estava alienado e distraído. Quantas vezes perco a oportunidade de despertar pessoas para o verdadeiro sentido do Natal. Natal chegando e o que tenho feito? Por que não acordar as pessoas e dizer a elas "experimente hoje um Natal diferente".

3. Eles tiveram um encontro face a face com o dono da festa. Eles foram até Jesus e lá o encontraram ainda criança. Não existe sentido no Natal se Jesus não nasce em nossos corações. Do que adianta celebrar uma festa que você não tem proximidade e relacionamento com o homenageado?

4. Eles se dispuseram a adorar e servir ao homenageado do Natal. É loucura o que vou lhe dizer, mas a verdade é que homens sábios do oriente se aproximaram de uma criança recém nascida, adoraram e entregaram presentes como ofertas de serviço e amor. enxergar em uma criança envolta em panos o Deus todo-Poderoso, o criador de todo o universo é algo que só Deus pode fazer.

5. Experimentaram ter a vida conduzida por Deus. Não há como ter um encontro face a face com o dono da festa e ficar do mesmo jeito. A nossa vida muda. Os nossos passos passam a ser orientados por Deus.

Você pode pensar que estou criando essa história, mas pode conferir cada detalhe do que escrevi em Mateus 2:1-12.
Se alguém perguntasse aos sábios do oriente "o que vocês têm feito?". Eles mostrariam tudo o que tinha acontecido com eles no Natal.


Então é Natal e o que você tem feito?

Desejo a você e sua família um Feliz Natal e um 2013 cheio da presença do dono da festa.

Um grande abraço

Ricardo Carvalho e família



segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

SOMOS GENTE E O SOFRIMENTO FAZ PARTE DA NOSSA VIDA

2 Coríntios 1:6-11

A Revista Ultimato na edição 339 traz um artigo muito interessante: “A plena consciência da condição humana traz vantagens de muito valor”. Diz o autor que “Além de ser uma obrigação, a plena consciência da condição humana provoca três vantagens de muito valor. Primeira: ‘eu me compreendo melhor’; Segunda: ‘eu me obrigo a ter misericórdia para com os outros’; e, terceira: ‘eu contrario a minha soberba’.”

Essa compreensão da minha humanidade me faz enxergar todas as minhas limitações e fraquezas, bem como sentimentos positivos e negativos que invadem o meu coração. A minha tendência natural é olhar para os outros como se eu fosse melhor ou mais espiritual do que eles. Reconhecer a minha humanidade me ensina a olhar com mais amor para o meu próximo.

O autor do artigo cita Nelson Rodrigues, o grande dramaturgo brasileiro que dizia: ”Se todo mundo conhecesse a vida íntima de todo mundo, ninguém cumprimentaria ninguém”.

É absurda a ideia de se achar melhor e mais espiritual que os outros. Medimos a espiritualidade por estereótipos, ou seja, formamos uma imagem preconcebida e definimos quem é e quem não é tão espiritual quanto nós.

Ler Paulo me ensina a ser gente. Ele também passou por momentos onde teve que gritar para todos que era gente e nada mais que isso. Em Atos 14:15 ele grita para os homens de Listra “Nós também somos homens como vós, sujeitos aos mesmos sentimentos”.

A exposição de Paulo sobre o seu sofrimento quando escreve a segunda carta aos coríntios é marcante e enche a minha alma de paz por saber que a melhor forma de me aproximar de Deus e crescer espiritualmente é encarando de frente e assumindo plenamente a minha humanidade.

Imagino a reação da igreja ao ouvir a carta de Paulo confortando-os no meio de toda a tribulação. Acredito ter sido animador para a igreja saber que o próprio Paulo passara por duras tribulações, mas não desistia da caminhada cristã.

Vejamos algumas lições que Paulo nos traz sobre o sofrimento nesse início de carta:

1. Sofrimentos são reais e fazem parte da vida cristã, mas o consolo de Deus também é real e presente para que tenhamos forças para ir adiante. v.7

A nossa esperança a respeito de vós está firme, sabendo que, como sois participantes dos sofrimentos, assim o sereis da consolação.

Estar em Cristo significa participar dos sofrimentos, mas também receber a consolação. Paulo está reforçando aqui essa ideia. No verso 5 ele já tinha citado isso.

Porque, assim como os sofrimentos de Cristo se manifestam em grande medida a nosso favor, assim também a nossa consolação transborda por meio de Cristo.

Paulo está falando dos sofrimentos que suportamos por causa de Cristo. Não há como estar em Cristo e não ter sofrimentos.

Fp 3:10 Para o conhecer, e o poder da sua ressurreição e a comunhão dos seus sofrimentos

Pedro também fala sobre isso

1 Pedro 4:13 pelo contrário, alegrai-vos na medida em que sois co-participantes dos sofrimentos de Cristo, para que também, na revelação de sua glória, vos alegreis exultando.

1 Pedro 5:9 resisti-lhe firmes na fé, certos de que sofrimentos iguais aos vossos estão-se cumprindo na vossa irmandade espalhada pelo mundo.

Esses sofrimentos fazem parte da vida cristã. Ser cristão também significa passar por sofrimentos. A bênção é sabermos que a consolação de Deus também pode ser usufruída. São muitos tipos de sofrimentos que enfrentamos na nossa vida. Se tivéssemos a oportunidade de externar a dor que sentimos, talvez o tempo que utilizamos para uma celebração não fosse suficiente para expor tudo. A bênção é saber que somos filhos daquele que é misericordioso e nos consola. Paulo já tinha afirmado e exaltado ao Senhor com as seguintes palavras: v.3 Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai de misericórdias e Deus de toda consolação!

2. Sofrimentos, por vezes, são desesperadores e podem nos deixar sem nenhuma esperança. v.8

Porque não queremos, irmãos, que ignoreis a natureza da tribulação que nos sobreveio na Ásia, porquanto foi acima das nossas forças, a ponto de desesperarmos até da própria vida.

Paulo agora cita um momento de sofrimento na sua vida. Ele compartilha uma experiência recente para ilustrar tanto o sofrimento como a consolação. Ninguém sabe afirmar o que foi. Talvez Paulo esteja compartilhando sobre a ferrenha oposição dos judeus em Éfeso. O fato é que veio a se tornar algo devastador na sua vida.

Eu sei o que é ficar sem nenhuma esperança, sei o que significa a sensação de estar em um abismo sem fim. Ler Paulo abrindo o coração para uma igreja me encoraja a admitir as minhas limitações e os meus medos. Que bom saber que o desespero também vem sobre aqueles que tem a esperança eterna. Que bom saber que Deus não nos joga fora quando entramos em crise, mas geme conosco e sente a nossa dor.

3. Sofrimentos podem nos conduzir para mais perto do Deus que realiza milagres. v.9,10

Contudo, já em nós mesmos, tivemos a sentença de morte, para que não confiemos em nós, e sim no Deus que ressuscita os mortos, o qual nos livrou e livrará de tão grande morte; em quem temos esperado que ainda continuará a livrar-nos;

A sensação que Paulo tinha era que iria morrer. A sentença de morte que ele fala aqui não se refere a um veredito pronunciado por alguma autoridade, mas uma percepção nascida no coração e na mente. A situação era desesperadora e só um milagre o livraria, o que de fato aconteceu.

Enfrentar situações impossíveis é algo necessário para que não confiemos em nós mesmos, e sim, no Deus que ressuscita os mortos. Paulo nos ensina que um dos propósitos de Deus em nos colocar no meio do grande sofrimento é nos ensinar a confiar somente nele.

Tem momentos na nossa vida que a situação é tão desesperadora que todos os nossos sonhos e projetos pessoais parece que chegaram ao fim. Foi essa a sensação do apóstolo Paulo. De repente, a carreira missionária, os seus projetos de evangelização, seriam interrompidos. Quando Paulo chegou perto da morte e passou por esse sentimento de morte foi que ele aprendeu a confiar em Deus como aquele que ressuscita os mortos. Como precisamos entender o poder da ressurreição e aplicar essa verdade as nossas vidas. Isso fará uma enorme diferença na nossa caminhada cristã.

4. Sofrimentos nos ensinam a cultivar a verdadeira esperança e essa só em Deus. v.10b

o qual nos livrou e livrará de tão grande morte; em quem temos esperado que ainda continuará a livrar-nos

Se o perigo que Paulo se refere foi mesmo o de Éfeso, então Áquila e Priscila foram instrumentos de Deus no livramento do apóstolo Paulo, conforme Rm 16:3,4 Saudai Priscila e Áqüila, meus cooperadores em Cristo Jesus, os quais pela minha vida arriscaram a sua própria cabeça; e isto lhes agradeço, não somente eu, mas também todas as igrejas dos gentios; Paulo se sentia encorajado a crer que Deus agiria em seu favor outras vezes. Havia uma firme esperança em Deus e isso não o deixava desistir. Eu sempre tenho afirmado isso: Deus não evita que sofrimentos venham, mas nunca nos desampara quando estamos sofrendo.

5. Sofrimentos nos ensinam a importância de estarmos em comunhão com o povo de Deus e sermos cobertos de oração. v.11a

ajudando-nos também vós, com as vossas orações a nosso favor...

Paulo estava convencido da importância da oração intercessória e pedia isso aos seus irmãos e amigos.

Romanos 15:30-32 Rogo-vos, pois, irmãos, por nosso Senhor Jesus Cristo e também pelo amor do Espírito, que luteis juntamente comigo nas orações a Deus a meu favor, para que eu me veja livre dos rebeldes que vivem na Judéia, e que este meu serviço em Jerusalém seja bem aceito pelos santos; a fim de que, ao visitar-vos, pela vontade de Deus, chegue à vossa presença com alegria e possa recrear-me convosco.

Efésios 6:18-20 com toda oração e súplica, orando em todo tempo no Espírito e para isto vigiando com toda perseverança e súplica por todos os santos e também por mim; para que me seja dada, no abrir da minha boca, a palavra, para, com intrepidez, fazer conhecido o mistério do evangelho, pelo qual sou embaixador em cadeias, para que, em Cristo, eu seja ousado para falar, como me cumpre fazê-lo.

Não existe melhor lugar para estar quando estamos sofrendo do que a comunhão com os irmãos. Está sofrendo, peça oração.

6. Sofrimentos ao lado de Deus e dos irmãos, quando vencidos, geram profunda gratidão e se tornam testemunho para que outros não desistam da caminhada. v. 11b

...para que, por muitos, sejam dadas graças a nosso respeito, pelo benefício que nos foi concedido por meio de muitos

Sou grato a Deus por viver grupo pequeno, por estar na igreja, por fazer parte do povo de Deus. Às vezes temos decepções e tristezas na igreja, não nos sentimos cuidados e amparados, mas ainda é o melhor lugar para ganhar ânimo e esperança para continuar a caminhada.

Quero encerrar o tema com algumas ideias claras que aprendi com Paulo

Apesar de todos os sofrimentos e tribulações, Paulo tinha verdades bem guardadas no seu coração. Na mesma carta, antes de mudar por completo de assunto, Paulo traz essas verdades presentes no seu coração, que nos animam a continuar a nossa caminhada aqui na terra:

Eu não sou nada, mas dentro de mim habita aquele que é e pode tudo.

2 Co 4:7 Temos, porém, este tesouro em vasos de barro, para que a excelência do poder seja de Deus e não de nós.

De forma paradoxal consigo continuar vivo e indo em frente

2 Co 4:8,9 Em tudo somos atribulados, porém não angustiados; perplexos, porém não desanimados; perseguidos, porém não desamparados; abatidos, porém não destruídos;

A cada dia fico mais parecido com Jesus

2 Co 4:10 levando sempre no corpo o morrer de Jesus, para que também a sua vida se manifeste em nosso corpo.

Tudo o que acontece hoje na minha vida não se compara ao que Deus tem preparado para ser usufruído eternamente

2 Co 4:16-18 Por isso, não desanimamos; pelo contrário, mesmo que o nosso homem exterior se corrompa, contudo, o nosso homem interior se renova de dia em dia. Porque a nossa leve e momentânea tribulação produz para nós eterno peso de glória, acima de toda comparação, não atentando nós nas coisas que se vêem, mas nas que se não vêem; porque as que se vêem são temporais, e as que se não vêem são eternas.

Que Deus nos ensine em meio ao sofrimento

Boa semana

Ricardo Carvalho

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

7 ANOS – O QUE DIZER A UMA IGREJA COM ESSA IDADE?


Atos 4:23-31

É tão interessante quando lemos o que os especialistas comentam sobre a idade dos sete anos na vida de uma criança. A Diane Ruble, professora da Universidade de Nova York, comenta que, se até essa idade a criança não aprender a lidar com as adversidades e derrotas, diversas consequências aparecerão no futuro.

Sete anos é considerada por especialistas como uma “transição do mundo infantil”, ou seja, novas percepções na mente da criança. É a fase onde a criança começa a ser mais sensível às críticas e aos julgamentos dos outros e a formar sua identidade e autoestima.

O que acontece nessa idade pode repercutir durante toda a vida e resultar em desistências irreversíveis.

Igreja também tem as suas fases. Paulo nos ensina sobre isso. Se é criança em Cristo, Paulo afirma que é carnal. Paulo não acha que exista nada de errado com eles, pois cada um teria que passar por essa fase. O que admira o apóstolo Paulo é a ausência de crescimento. Ele afirma em 1 Coríntios 3:1-3 Eu, porém, irmãos, não vos pude falar como a espirituais, e sim como a carnais, como a crianças em Cristo. Leite vos dei a beber, não vos dei alimento sólido; porque ainda não podíeis suportá- lo. Nem ainda agora podeis, porque ainda sois carnais. Porquanto, havendo entre vós ciúmes e contendas, não é assim que sois carnais e andais segundo o homem?

A nossa caminhada na terra como igreja de Cristo deve ser de crescimento. E quando falo de crescimento, falo do crescimento quantitativo (dia a dia o Senhor acrescentando mais vidas no nosso meio), crescimento qualitativo (maturidade espiritual) e crescimento orgânico (como corpo de Cristo que somos).

O texto de Atos 4:23-31 mostra uma igreja nova tendo que tomar algumas decisões em um momento muito delicado. Essas decisões repercutiram na postura e caminhada da igreja.

Tudo começou com uma cura que aconteceu em uma das portas que dava acesso ao templo. Era pratica judaica o sacrifício da tarde, na hora nona (15 horas). Os judeus freqüentavam esse encontro de oração. Não estava acontecendo ali um culto da igreja (culto de oração como imaginamos), mas a pratica diária de ofertas dos judeus. A igreja nessa época se reunia nos lares.

Como era prática dos judeus dar esmolas, pedir esmolas na porta de acesso ao templo era um ótimo investimento. Ali um homem foi curado por Pedro, e este era um coxo de nascença.

Além da cura provocar uma reviravolta na programação, Pedro trouxe uma mensagem de impacto para os que estavam ali e esse foi o segundo incidente. De fato ele aproveitou uma grande oportunidade e anunciou Jesus mais uma vez tendo um acréscimo agora para cinco mil os que seguiam a Jesus. Reunir-se no pórtico de Salomão se tornou uma prática costumeira depois desse acontecimento.

Durante a pregação eles foram presos pelo Sinédrio. Esse conselho religioso dos judeus estava indignado não apenas com a menção de Jesus em sua pregação, mas com a idéia, que para eles era absurda, da ressurreição.

Pedro e João foram intimidados pelos líderes judeus, mas sem conseguir detê-los por mais tempo, soltaram esses irmãos, que imediatmente foram para a igreja relatar o que tinha acontecido.

O texto diz que eles eram unânimes naquilo que faziam. As reações da igreja e tudo aquilo que acontece nesse reencontro dos irmãos, traz lições importantes para cada um de nós.

Nesse momento penso nos 7 anos da CPA e entendo que já chegou a hora de experimentarmos uma nova forma de viver.

Pensando no que diz os especialistas ao afirmarem que os sete anos representam a fase da transição do mundo infantil e, lembrando do que ensinou o apostolo Paulo em Efésios 4:13-15 até que todos cheguemos à unidade da fé e do pleno conhecimento do Filho de Deus, à perfeita varonilidade, à medida da estatura da plenitude de Cristo, para que não mais sejamos como meninos, agitados de um lado para outro e levados ao redor por todo vento de doutrina, pela artimanha dos homens, pela astúcia com que induzem ao erro. Mas, seguindo a verdade em amor, cresçamos em tudo naquele que é a cabeça, Cristo.


Algumas lições que podemos tirar nessa data tão especial.

COM 7 ANOS – A GENTE JÁ PODE SER...

1. Uma igreja que encontra na adoração o caminho para vencer as circunstâncias adversas que surgem - v. 24,25

Ouvindo isto, unânimes, levantaram a voz a Deus e disseram: Tu, Soberano Senhor, que fizeste o céu, a terra, o mar e tudo o que neles há; que disseste por intermédio do Espírito Santo, por boca de Davi, nosso pai, teu servo: Por que se enfureceram os gentios, e os povos imaginaram coisas vãs?

Jesus declara em João 4:23-24 Mas vem a hora e já chegou, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque são estes que o Pai procura para seus adoradores. Deus é espírito; e importa que os seus adoradores o adorem em espírito e em verdade.

Foi na adoração que Abel achou graça diante de Deus, que Moisés experimentou o que homem algum experimentou da Glória do Senhor, que Josafá encontrou forças quando não tinha mais forças para vençer a batalha, que Jó conseguiu manter-se vivo quando tudo parecia perdido, que Paulo e Silas conseguiu suportar as dores dos açoies na prisão.

Deus é o melhor recurso diante da crise, da dor, das ameaças, dos problemas. Quem encontra Deus, encontra descanso e encontra a adoração. O escritor aos hebreus ensina isso: Hebreus 4:10 Porque aquele que entrou no descanso de Deus, também ele mesmo descansou de suas obras, como Deus das suas.

Não pense em adoração apenas como música. Adoração veio antes da música. Pense na adoração como estilo de vida. Está com problemas? Cultue a Deus e ore, adore. Encontre na adoração o Deus que tem toda a sua história nas mãos.

2. Uma igreja que não pensa em evidenciar o seu próprio nome, mas destacar sempre o precioso nome de Jesus v. 26,27

Levantaram- se os reis da terra, e as autoridades ajuntaram- se à uma contra o Senhor e contra o seu Ungido; porque verdadeiramente se ajuntaram nesta cidade contra o teu santo Servo Jesus, ao qual ungiste, Herodes e Pôncio Pilatos, com gentios e gente de Israel,

Não era contra eles ou contra o nome da igreja, mas era contra Jesus que os judeus intentavam. Essa era a convicção presente no meio da igreja. No dia que entendermos plenamente quem é Jesus e o que ele significa para a igreja seremos uma igreja diferente na terra. Se Deus nos ensinar a olhar para Jesus como João Batista olhava - importa que ele cresça e que eu diminua - seremos uma igreja que causará impacto nesta cidade.

Filipenses 2:9-11 Pelo que também Deus o exaltou sobremaneira e lhe deu o nome que está acima de todo nome, para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho, nos céus, na terra e debaixo da terra, e toda língua confesse que Jesus Cristo é Senhor, para glória de Deus Pai.

3. Uma igreja convicta de que toda a sua história tem propósito de Deus e nada foge do seu controle v. 28

para fazerem tudo o que a tua mão e o teu propósito predeterminaram;

Era convicção da igreja de que tudo aquilo que tinha acontecido com Jesus estava dentro dos planos e propositos eternos de Deus. Deus não está preso ao tempo como nós estamos. Ele conhece o início, meio e fim da nossa história.

Ninguém foi jogado na vida para ser guiado pela sorte ou pelo azar. todas as coisas, sejam boas ou más estão debaixo dos propósitos eternos de Deus.

4. Uma igreja que não vive ensimesmada, mas que se dispõe a expandir a Palavra de Deus v.29

agora, Senhor, olha para as suas ameaças e concede aos teus servos que anunciem com toda a intrepidez a tua palavra,

Acho fantástica a postura da igreja. Estavam sendo ameaçados e os dias eram difíceis, era orquestra eles diziam. Mas eles não focam no problema das ameaças. Estão focados no ministério que um dia receberam do Senhor - pregar a Palavra. O mais importante não era encontrar estratégias de defesa, mas ter ousadia para continuar com a expansão do Reino de Deus.

Tenho lutado muito (porque conheço o meu temperamento) para não perder tempo com discussões e conversas que deixem a igreja ensimesmada, voltada para si.

Igreja é lugar dos chamados para fora. O nosso objetivo na terra é fazer discipulos frutiferos de Jesus.

5. Uma igreja que anseia pela manifestação da ação poderosa de Deus no seu meio v.30

enquanto estendes a mão para fazer curas, sinais e prodígios por intermédio do nome do teu santo Servo Jesus.

Igreja normal tem manifestações miraculosas de Deus. Jesus deixou claro que esses sinais acompanhariam os que creem.

Marcos 16:17-18 Estes sinais hão de acompanhar aqueles que crêem: em meu nome, expelirão demônios; falarão novas línguas; pegarão em serpentes; e, se alguma coisa mortífera beberem, não lhes fará mal; se impuserem as mãos sobre enfermos, eles ficarão curados.

Deus manifestou a sua graça através de curas e milagres na igreja em toda a historia. O mesmo Deus do passado é o Deus em quem cremos hoje. Ele continua sendo o Deus Todo-Poderoso. Falta em nós essa oração. Falta em nós esse anseio. Falta em nós essa busca.

6. Uma igreja que ora e o poder de Deus se manifesta v.31

Tendo eles orado, tremeu o lugar onde estavam reunidos;

Quem dera fôssemos uma igreja que orasse e as estruturas fossem abaladas. Que não apenas o prédio tremesse, mas que a nossa vida fosse completamente mexida pelo Senhor e sentíssemos que de fato algo novo aconteceu.

Desculpem a minha "meninice" no falar, mas sinto, em alguns momentos, uma grande necessidade de que Deus mostre indícios de que ouviu a nossa oração, como fez no Antigo e Novo Testamentos.

7. Uma igreja cheia do Espirito Santo v.31

... todos ficaram cheios do Espírito Santo e, com intrepidez, anunciavam a palavra de Deus.

Esse enchimento do Espírito Santo é uma experiência que nós sabemos quando acontece – At 19:2. É a promessa do Pai anunciada pelos profetas e tão aguardada – Ez 36:24-27; Jl 2:28,29; Ez 37:14. É um revestimento de poder sobre as nossas vidas, pelo Espírito Santo, onde nós somos inflamados totalmente pelo Senhor. O Senhor Jesus se torna real de uma forma que jamais havíamos experimentado antes. O Senhor se manifesta e o resultado é uma explosão de um grande amor por Cristo, profusamente derramado em nossos corações pelo Espírito Santo. 1Pe 1:8. É um patrimônio hereditário de todo cristão – At 2:39. É uma experiência inicial da glória, a realidade e o amor do Pai e do Filho. Cada cristão deve Ter o seu Pentecostes. É uma experiência que não só devemos aguardar como também desejar e buscar ardentemente – At 1:4,5 e Lc 11: 9-13

São sete anos e o texto nos traz sete dicas de ser uma igreja que entende o momento e encara de frente a decisão.

Que Deus abençoe ricamente a Comunidade Presbiteriana de Aracaju. Que esse seja um aniversário muito especial e que a nossa caminhada daqui pra frente seja de crescimento pleno, para a glória do nosso Deus.

Em Cristo,

Ricardo Carvalho

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

IGREJA À MODA ANTIGA

Acho que pirei de vez! Não consigo mais pensar em igreja com novos propósitos, planos e objetivos. Na minha cabeça só cabe agora igreja à moda antiga. Estou cansado de reuniões, de discussões improdutivas, de planejamentos estratégicos, de burocracias, cargos, departamentos, etc. Cansei geral!

Cansei de tratar de problemas que não ajudam em nada no crescimento do Reino de Deus. Cansei de conversar sobre questões que são meramente internas e infrutíferas que falam muito mais de uma manutenção de um status quo do que evangelização e salvação de pessoas que ainda não conhecem a Cristo. Cansei de lidar com pessoas que não querem mudar, mas ver tudo moldado ao seu jeito pessoal de visualizar corpo de Cristo. Cansei!

Quero viver igreja como antigamente. Igreja em casa, nos lares, onde cada casa de um irmão é a igreja de Cristo na terra, espalhando luz por toda a cidade e por todos os cantos. Se eu puder ver toda a cidade brilhando com cada lar sendo uma igreja me sentirei realizado. E a grande congregação? E o ajuntamento do povo de Deus? Quero experimentar como a igreja experimentava antigamente. Local não era a grande prioridade, mas a oração, o temor, a Palavra e a comunhão dos santos.

Quero ser gente, sem me preocupar com título e com posição, porque antigamente Paulo era Paulo e não o apóstolo Paulo. Timóteo era Timóteo e não o pastor Timóteo. Título, cargo, posição, nada disso tinha valor. Valor tinha exercer a função como pastor de fato, pastoreando o rebanho de Cristo. Quero ser Ricardo e ser tratado pelo meu nome, como irmão em Cristo e que apenas tem tido a função dada por Deus de pastorear, mas que não pode jamais deixar de ser pastoreado e cuidado como ovelha.

Quero aprender a amar as pessoas e priorizá-las sempre. Quero ter a sensibilidade para não ir adiante quando alguém estiver precisando da minha ajuda e do meu apoio. Quero viver igreja desse jeito, como era antigamente, onde se parava tudo para resolver necessidades de um irmão que estava inserido no corpo de Cristo.

Quero aprender a viver sem máscaras e não ter nenhum receio de compartilhar com os meus irmãos as minhas lutas e dificuldades. Sei que posso também ficar deprimido, sofrer tentações e me sentir o pior de todos. Antigamente era assim. Quem estava a frente abria o coração diante de todos, sem medo de ser visto como um desqualificado, mas com a certeza que era tão necessitado da graça de Deus como qualquer outro.

Quero aprender a ter um coração fiel e temente a Deus e passar isso para todos aqueles que caminham comigo. Antigamente era assim. Em cada alma havia temor e a fidelidade não era solicitada, mas uma prática comum na vida da igreja.

Quero viver como a igreja de antigamente, que não buscava a popularidade ou a badalação, mas contava com a simpatia de todo o povo. Antigamente igreja era relevante, ou seja, necessária para quem estava ao seu redor. Antigamente ninguém ficava preocupado em ter a sua igreja conhecida, mas em ser o instrumento de Deus para a salvação do perdido.

Quero igreja à moda antiga, que não pregava religião e fugia de todo tipo de religiosidade, mas cultivava um relacionamento intimo e pessoal com o Senhor Jesus. Cristãos, sim, eles eram chamados de cristãos, mas não por fazerem parte do “cristianismo”, mas por terem um modo de viver semelhante ao de Cristo.

Tem um determinado momento da vida que a gente precisa definir qual o rumo que quer tomar como parte do corpo de Cristo. Não sei onde viverei igreja à moda antiga, mas sei que é assim que quero viver daqui pra frente.

Com muita paz e em busca desse passado

Ricardo Carvalho

segunda-feira, 30 de julho de 2012

VIVER IGREJA – UMA ARTE A SER REDESCOBERTA

Atos 2:42-47

Muitas vezes ficamos sem entender por que alguns dos nossos amigos não frequentam a igreja conosco. Por que a igreja deixou de ser um lugar atraente? Por que temos nos tornado um povo comum que não brilha como uma luz nesse mundo encharcado por trevas? Por que Deus não instiga pessoas a visitarem e permanecerem na igreja onde congregamos?

Foram perguntas desse tipo que me levaram a reestudar um texto por demais conhecido que mostra a todos nós o que é viver igreja.

Vejamos algumas lições preciosas da igreja do início:

Como vivia a igreja no início?

1. Havia reverência entre todos aqueles que faziam parte da igreja – v.43

“Em cada alma havia temor; e muitos prodígios e sinais eram feitos por intermédio dos apóstolos”.

Deus agia no meio da igreja e, sabendo quem era esse Deus, havia temor em cada coração. Por que milagres não acontecem com facilidade entre nós? Deus mudou? Podemos dizer a mesma frase hoje em dia – “em cada alma havia temor”?

Levar Deus a sério é uma necessidade da igreja atual. Gl 6:7 Não vos enganeis: de Deus não se zomba; pois aquilo que o homem semear, isso também ceifará. Parece que esquecemos que postura de irreverência diante de Deus traz consequências. A Bíblia mostra alguns exemplos: Irreverência diante das coisas sagradas – Uzá – 2 Sm 6:7 Então, a ira do SENHOR se acendeu contra Uzá, e Deus o feriu ali por esta irreverência; e morreu ali junto à arca de Deus; Irreverência diante da adoração – Nadabe e Abiú – Lv 10:1,2; Irreverência diante das ofertas consagradas a Deus – Ananias e Safira – At 5

Deus continua sendo Deus e o que impede a manifestação do seu poder nosso meio são os nossos pecados, a nossa postura relaxada e displiscente. Is 59:2 Mas as vossas iniquidades fazem separação entre vós e o vosso Deus; e os vossos pecados encobrem o seu rosto de vós, para que não vos ouça. Falta em nós o temor, falta em nós o desejo de experimentar o Deus todo-poderoso se manifestando no nosso meio. Falta em nós o mesmo desejo que havia no coração de Moisés – “mostra-me a tua glória”. Sobra em nós a postura de Israel ao pedir a Moisés que peça a Deus que não fale com eles, mas que seja Moisés o interlocutor.

Havia temor no culto, havia temor na vida, havia temor em todo o tempo. Todos reverenciavam a Deus e diante de todos Deus manifestava o seu poder.

2. O prazer da comunhão era vivenciado por todos – v.44a

“Todos os que creram estavam juntos”

Eu li uma frase no blog “Auxílio ao Mestre” que me chamou a atenção: “A comunhão da igreja não é um mero ajuntamento de pessoas, é o relacionamento espiritual e pessoal dos santos, sob a ação do espírito Santo”. (Francisco Barbosa)

Comunhão é pilar da igreja. É ter prazer de estar junto; é parceria; é alegria em compartilhar as mesmas ideias. A expressão bíblica para comunhão é koinonia. E você só consegue viver essa koinonia se nascer de novo em Cristo Jesus.

Jesus orou por isso. Jo 17:20,21 Não rogo somente por estes, mas também por aqueles que vierem a crer em mim, por intermédio da sua palavra; a fim de que todos sejam um; e como és tu, ó Pai, em mim e eu em ti, também sejam eles em nós; para que o mundo creia que tu me enviaste.

É inconcebível estar no mesmo ambiente com pendências em relacionamentos - 1Co 1:10 Rogo-vos, irmãos, pelo nome de nosso Senhor Jesus Cristo, que faleis todos a mesma coisa e que não haja entre vós divisões; antes, sejais inteiramente unidos, na mesma disposição mental e no mesmo parecer.

Viver juntos, no padrão bíblico, traz implicações sérias e novas posturas. Veja o que diz Paulo em Fp 2:2-4 completai a minha alegria, de modo que penseis a mesma coisa, tenhais o mesmo amor, sejais unidos de alma, tendo o mesmo sentimento. Nada façais por partidarismo ou vanglória, mas por humildade, considerando cada um os outros superiores a si mesmo. Não tenha cada um em vista o que é propriamente seu, senão também cada qual o que é dos outros.

Isso é comunhão – mesmo pensamento (mesmos objetivos); mesmo amor (amor sacrificial que se entrega); mesma alma (verdadeira empatia); mesmo sentiment (sem hipocrisia e falsidade tendo a verdade como guia de todos os relacionamentos); sem partidarismo ou vanglória (sem preferências e sem interesses pessoais evidentes); sempre colocando o próximo em um patamar de maior valor e buscando primeiro o interesse dele e não o nosso.

3. Suprir as necessidades dos irmãos era uma ocupação comum na igreja – v.44b

“e tinham tudo em comum”

A preocupação com o irmão, o interesse em ajudar era visível na igreja. Eram pessoas vivenciando os mandamentos recíprocos; eram pessoas vivendo como corpo de Cristo (se um membro sofre, todo o corpo sofre junto).

A ordem de Paulo é clara – Colossenses 3.12 Revesti-vos, pois, como eleitos de Deus, santos e amados, de ternos afetos de misericórdia, de bondade, de humildade, de mansidão, de longanimidade. Também em Romanos 12:13 compartilhai as necessidades dos santos;

Não tem como não ser atraído e não gostar de estar em um ambiente assim. Não há como viver igreja se estou fechado no meu mundo pessoal. Somos corpo e membros uns dos outros. Só conseguiremos viver igreja se estivermos dispostos a suprir as necessidades uns dos outros.

4. Tinham as suas finanças à disposição de Deus – v.45

“Vendiam as suas propriedades e bens, distribuindo o produto entre todos, à medida que alguém tinha necessidade”.

Todos os bens estavam à disposição de Deus. Havendo necessidade eles faziam algo para suprir essas necessidades. Dinheiro para aquela igreja não era uma espécie de “segurança” para o futuro, mas um instrumento de bênção na vida de quem precisava. A gente luta em entregar o dízimo a Deus. Experimente ultrapassar essa quantia e, além de entregar o dízimo, disponibilizar os 90% restantes para usar do jeito que Deus quiser.

Quando o assunto é finanças, Richard Foster sugere algumas práticas que podem ser experimentadas por todos nós quanto ao dinheiro:

a. Aprenda a usar o dinheiro e não servi-lo - Ao cristão é dada a elevada vocação de usar a Mamon sem servir a ele. Estaremos servindo a Mamon quando permitimos que este determine as nossas decisões financeiras. Pode ser que meu dinheiro me diga: “Você tem o suficiente para comprar isso”, mas meu Deus pode dizer: “Não quero que você compre isso”. A quem vou obedecer? Esse é o ponto.

b. Entre em contato com os seus sentimentos acerca do dinheiro - O maior obstáculo não é o de compreender o que a Bíblia diz sobre o dinheiro, mas o de chegarmos a um acordo com o nosso medo, insegurança e culpa acerca do dinheiro. Sentimo-nos realmente ameaçados por esse assunto – tememos ter muito pouco e tememos ter demais. Um estilo de vida restaurado talvez pudesse conter as palavras que estão no livro de Provérbios 30:7-9 Eu te peço, ó Deus, que me dês duas coisas antes de eu morrer: não me deixes mentir e não me deixes ficar nem rico nem pobre. Dá-me somente o alimento que preciso para viver. Porque, se eu tiver mais do que o necessário, poderei dizer que não preciso de ti. E, se eu ficar pobre, poderei roubar e assim envergonharei o teu nome, ó meu Deus.

c. Por um ato consciente da vontade, deixe de negar a sua riqueza - Não estamos incluídos na lista dos 50 milhões de brasileiros que estão abaixo da linha da miséria. Aqueles que possuem um carro estão situados na classe alta do mundo. Os que possuem casa própria são mais ricos do que 95% de todas as pessoas deste planeta. Embora a maioria de nós tenha dificuldade em equilibrar o orçamento, precisamos reconhecer que, como cidadãos do mundo, estamos entre os muito ricos.

d. Criemos uma atmosfera na qual a confissão se torne possível - Para que a igreja funcione como igreja, ela precisa criar um ambiente no qual os nossos fracassos acerca do dinheiro possam vir à tona e sermos curados. Num ambiente assim ouviremos orações do tipo: “Perdoa-me Senhor porque o dinheiro capturou meu coração”. O dinheiro é uma questão espiritual e a oração é a arma principal na vida do espírito. Oremos uns pelos outros, façamos também orações preventivas.

e. Descubra uma pessoa que está ao seu lado na luta para atravessar o labirinto do dinheiro - O ideal é que o marido e a esposa estejam juntos nessa caminhada. Mas esteja aberto para ajudar a outros irmãos nesse sentido.

f. Descubra maneiras de se manter em contato com os pobres - O distanciamento dos pobres não nos deixa contemplar a sua dor. É aí que surge o mundo ilusório nos nossos corações. Podemos fazer uma escolha consciente de estar com os pobres, não de pregar a eles, mas de aprender com eles.

g. Experimente o significado da renúncia íntima - Quando entramos na renúncia entendemos que nada temos apesar de tudo estar à nossa disposição. 2 Co 6:10 ...nada tendo, mas possuindo tudo.

h. Faça donativos com coração alegre e generoso - Dar tem o poder de arrancar o sovina que mora dentro de nós.

i. Reavalie a sua visão acerca do trabalho e dos negócios - Como servos do Deus vivo afirmemos que o trabalho é um bem e uma necessidade. 2 Ts 3:10Se Quem não quer trabalhar que não coma". Afirmemos trabalho que valorize a vida humana e repudiemos trabalho que destrua a vida humana. Precisamos ter fixado em nós que o valor humano está acima do valor econômico. Para isso precisamos aprender que o empregado é mais do que apenas custo de produção. Precisamos recusar a possibilidade de nos aproveitar do nosso semelhante. Se é para pagar, pague o justo.

5. A devoção era prática constante em toda a igreja – v.46a

“Diariamente perseveravam unânimes no templo”

A expressão presente no texto tem duas possibilidades: ou participavam de um encontro diário no átrio do templo ou participavam dos rituais que diariamente aconteciam no templo com ofertas, holocaustos e sacrifícios. Seja o que for, a devoção era diariamente praticada. Havia sempre culto a Deus.

Os pilares dessa igreja são apresentados no v.42 – doutrina dos apóstolos (conhecimento e estudo da Bíblia); oração; comunhão e Partir o pão (Santa Ceia – aliança com Deus)

Falta devoção nos nossos dias. Poucos têm prazer pela leitura bíblica, pela oração. A gente consegue ver numa simples conversa quem cresce em devoção e quem continua na mesmisse espiritual sem nada a acrescentar.

6. Abriam as suas casas para vivenciar celebrações – v.46b

“partiam pão de casa em casa e tomavam as suas refeições com alegria e singeleza de coração”

Havia muita alegria na vida daquele povo. Singeleza de coração pode ser traduzido por generosidade, franqueza e espírito aberto que caracteriza a comunhão cristã. A gente pode viver igreja com alegria e singeleza de coração em nossas casas: Praticando a hospitalidadeRomanos 12.13 compartilhai as necessidades dos santos; praticai a hospitalidade; Hebreus 13.2 Não negligencieis a hospitalidade, pois alguns, praticando-a, sem o saber acolheram anjos; Promovendo encontros facilitadores – convidando amigos como fez Levi – convidou amigos e Jesus; Abrindo as nossas casas para o grupo pequeno – grupo pequeno é a igreja em sua casa.

Os grupos pequenos na Bíblia eram usados como estratégia evangelística – Atos 5:42 E todos os dias, no templo e de casa em casa, não cessavam de ensinar e de pregar Jesus, o Cristo. A perseguição da igreja aconteceu nesses grupos pequenos – Atos 8:3 Saulo, porém, assolava a igreja, entrando pelas casas; e, arrastando homens e mulheres, encerrava-os no cárcere. Batismos aconteciam nas casas, como no caso de Saulo (9:17-19), de Cornélio e os de sua casa (10:47,48), e do carcereiro de Filipos (16:30-33). É como nós fazemos hoje na CPA. Repetidas vezes, no final de suas cartas, Paulo manda uma saudação à igreja que se reunia em uma ou outra casa.

Quando você vai deixar que a sua casa se torne um local onde Deus manifesta o seu poder para salvar e restaurar vidas? Um dia alguém resolveu abrir a sua casa e teve o privilégio de ter um dos maiores acontecimentos da história naquele lugar – a desida do Espírito Santo aconteceu em uma casa. Quantos ainda não abrem as suas casas para um grupo pequeno se reunir lá. Não espere que alguém peça. Convide amigos, vizinhos e familiares e reuna-se um dia para juntos louvarem a Deus, estudarem a Bíblia e orarem uns pelos outros. Deus fará grandes coisas na sua casa.

7. Estavam atentos aos de fora – v.47a

A igreja contava com a simpatia de todos. Era gente agradável e que dava atenção devida aos de fora. A gente pode viver isso no nosso dia a dia: Na comunhão estabelecida nos relacionamentos íntegros – nossos amigos precisam da nossa amizade; No nosso testemunho por onde andamos – a forma como nos comportamos pode se tornar atração ou repulsa para aqueles que estão fora; Descobrindo o prazer de estar congregado com os demais irmãos e convidando com mais empenho; Orando pelos nossos amigos até que a obra de Cristo seja formada neles.

A conclusão do texto: Deus indicava aquela igreja como um bom local para participar – v.47b

É Deus quem melhor convida. Ele sabe qual a igreja que está pronta para receber quem ele quer ministrar e transformar.

A pergunta é: Deus tem prazer em nós? Ele se sente bem conosco? Se o nosso objetivo for construir uma igreja onde Deus tenha prazer de estar, veremos grandes coisas acontecendo no nosso meio.

Não precisamos inventar ou reinventar coisa alguma. Precisamos apenas viver igreja, como nos ensina as Escrituras. Isso é o suficiente para agradar a Deus e, assim, assistir Ele definindo que na nossa igreja as pessoas encontrarão vida. Ele mesmo convidará as pessoas.

Viva Igreja. Só isso!

Boa semana

Ricardo Carvalho



terça-feira, 17 de julho de 2012

É isso que me faz querer continuar... Novas vidas em Cristo

Tenho tido o privilégio de pastorear há quase 24 anos. Em todos esses anos tenho visto a alegria de cada vida que se entrega a Jesus. Eu não teria um outro motivo para continuar, a não ser por ver diariamente novos discípulos de Jesus se juntando ao time.

Agradeço a Deus por cada vida. Apesar de mim, a graça do Senhor tem alcançado muitos e o nome dele tem sido glorificado entre nós.

Que Ele continue me motivando e inspirando com cenas tão marcantes.

Muito obrigado Senhor por esse privilégio.




Em Cristo

Ricardo Carvalho